A CUT e a bancada dos trabalhadores apresentam amanhã (3 de julho), durante a 8a reunião do Fórum Nacional da Previdência, um estudo que comprova não apenas que o Orçamento da Seguridade Social é superavitário, mas também que o uso da DRU (Desvinculação das Receitas da União) tem desviado recursos constitucionalmente destinados apenas à Seguridade Social. Os dados que serão apresentados demonstram que, portanto, a União também é devedora do sistema.
Os dados foram elaborados pela professora Denise Lobato Gentil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Denise estará presente.
À tarde, após a divulgação dos números, o presidente nacional da CUT Artur Henrique e a professora Denise falarão à imprensa, em horário a ser definido pela coordenação do Fórum- e que será informado com antecedência.
O objetivo da CUT é convencer os demais participantes do Fórum – governo e empresariado – de que a Previdência Social deve ser analisada como integrante de um sistema amplo chamado Seguridade Social (como definido pelo artigo 195 da Constituição), e que seu orçamento é superavitário. Portanto, as propostas de retirada de direitos, ainda que futuros, não se sustentam. A CUT é contra a retirada de direitos e defende que a inclusão dos trabalhadores que atualmente não contribuem para a Previdência é o único caminho para se fazer justiça social, ao mesmo tempo em que garante a futura saúde financeira do sistema.
Ocupação do Congresso Nacional – no dia 4 de julho, lideranças da CUT vindas de todas as regiões do Brasil vão realizar a chamada Ocupação Pacífica do Congresso Nacional. Percorrerão gabinetes e comissões com o objetivo de pressionar os parlamentares a votarem a favor de interesses da classe trabalhadora. O tema da atividade é ‘Vote com a CUT’.
Veja os pontos que a CUT irá defender na Ocupação Pacífica:
– contra a emenda 3 e a favor do veto presidencial – pela retirada do PLP 01/07 – pela negociação coletiva no setor público – pelo direito irrestrito à greve no setor público – por uma Previdência Social Pública, universal e sem retirada de direitos – por uma educação pública de qualidade