Na segunda rodada de negociação com o Sinergia CUT nesta quarta (30), em Campinas, a CPFL mostrou que continua com as mesmas distorções da negociação passada: utiliza tática igual para negociar Acordos diferentes, no caso, os ACT´s da Paulista e Piratininga. A empresa disse, porém, que só na próxima rodada irá propor o índice de correção nos salários e benefícios. Propôs ainda a validade do Acordo Coletivo por um ano.
A novidade da CPFL na negociação foi a de ‘enxugar’ algumas cláusulas como a de Exames Médicos Periódicos, Política de Geração de Emprego e Renda, Comissão de Conciliação Prévia, Pontes de Feriados e rescisões de aposentadorias e crédito do PIS/Pasep. O termo ‘enxugar’, porém, nada quer dizer além do desejo da empresa de querer reduzir ou extinguir essas cláusulas.
O Sinergia CUT, por sua vez, insistiu na necessidade do ACT por três anos e de ampliar conquistas já incluidas no ACT como a PLR (conceito, valor e distribuição), Salário e Assistência Médica e Odontológica.
O Sindicato entende que já passou da hora dos trabalhadores da Piratinga terem acesso à mesma política de emprego aplicada na Paulista. O Sinergia CUT deixou claro que não aceitará mudanças que ampliem o contingente de horas extras na empresa, pois não se admite requerer serviço extra para algo que é perfeitamente programado. Deve-se buscar , na visão do Sinergia CUT, a ampliação do quadro próprio da empresa.
As próximas rodadas estão acertadas para os dias 05 e 13 de junho. Até lá, o Sinergia espera que venha para a mesa com maior poder de negociação. E sem intenção de ‘enxugar’ conquistas e direitos.