Trabalhadores de todo o Brasil voltam às ruas contra a Emenda 3 e a favor da manutenção do veto. Energéticos fazem mobilizações durante a manhã
Segunda-feira (23) é dia de paralisações e mobilizações em apoio à manutenção do veto do presidente Lula contra a emenda 3, tentativa patronal de implementar a lei da selva nas relações trabalhistas.
Essa emenda representa na verdade um apagão de direitos, golpe armado por alguns deputados e senadores para roubar dos trabalhadores o 13º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, vale-refeição, licença-maternidade e paternidade, assistência médica e até a aposentadoria.
Razões para não gostar da emenda 3A emenda 3 abre espaço para transformar todo trabalhador em Pessoa Jurídica (PJ), forçando-o a se tornar ‘pessoa de uma empresa só’ e a emitir nota fiscal.
Dessa forma, ele deixa de ter holerite, de receber direitos e tendo de pagar do próprio bolso as passagens para o serviço, almoço e até o INSS, quando se aposentar. Além disso, precisa pagar imposto de renda, impostos para a Prefeitura e outras taxas e serviços. Se não bancar todas essas despesas do próprio bolso, fica com o nome sujo.
Para completar, a emenda ainda proíbe os fiscais do governo de denunciarem os maus patrões, que querem passar a mão nos direitos e conquistas dos trabalhadores. Diante desta ameaça, todos às ruas para garantir que a emenda 3 não volte.
VOCÊ SABIA QUE…… o veto do presidente contra a emenda foi feito no dia 16 de março passado e, desde então, deputados e senadores, a serviço dos patrões, ameaçam derrubar a decisão do presidente e fazer ressuscitar a emenda?… a pressão dos trabalhadores pela manutenção do veto presidencial à emenda 3 já mudou a opinião de alguns dos deputados que se colocavam a favor dessa emenda, de autoria do senador Ney Suassuna (PMDB/PB)?
Emenda 3 quer roubar vocêPara dizer NÃO à retirada dos direitos trabalhistas proposta pela Emenda 3, no último dia 10, atendendo à convocação da CUT, os trabalhadores energéticos da base do Sinergia CUT realizaram mobilizações e assembléias em diversos locais de trabalho em todo o Estado.
Destaque para os trabalhadores de Bauru e de Ilha Solteira, que interromperam as atividades na CTEEP e na CESP por cerca de uma hora para dizer SIM ao VETO e Não ao assalto aos direitos trabalhistas.
Ainda no dia 10, as Centrais Sindicais tiveram uma reunião em Brasília com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nesta reunião foram aprovados alguns encaminhamentos, como: reunião das Centrais com o Governo para esta segunda (23) para apresentação de propostas tanto do governo como dos trabalhadores; reunião entre o governo e representantes dos empresários; discussão entre o governo, Centrais e empresários para traçar um projeto alternativo sobre o tema.
Com Licença, Eu Vou à Luta! Além de esclarecer os trabalhadores sobre o estrago que a Emenda 3 pode trazer à categoria, durante as mobilizações o Sinergia CUT realiza também assembléias para discussão da Campanha Salarial 2007 e de problemas específicos das empresas.
É o que acontece com os trabalhadores da CTEEP que devem debater a pré-Pauta de Reivindicações, encaminhando suas sugestões ao Sinergia CUT, e deliberar sobre a proposta negociada com a empresa para pagamento da PLR 2006.
Já o pessoal da CESP, além de debater a Pré-Pauta de Reivindicações que será entregue à direção da empresa, discute o plano de luta para resistir à eventual privatização de mais um patrimônio público, depois que o governo Serra anunciou a disposição de retomar o programa de privataria tucana.
Durante as mobilizações na CPFL Paulista e Piratininga, dirigentes do Sinergia CUT esclarecem os trabalhadores sobre duas importantes vitórias judiciais do Sindicato: a decisão de que as empresas têm que voltar a pagar a NDV (Nota de Despesas de Viagem) e a liminar que proíbe a terceirização de atividades fim. Os trabalhadores da AES Tietê e da Duke Energy também debatem a pré-Pauta de Reivindicações da Campanha Salarial 2007.
Todos os assuntos específicos são pauta de boletins especiais do Sinergia CUT. Participe da mobilização e das assembléias. Essa luta é de todos!