No Brasil e no Exterior
Denúncias relacionadas à compra de vacinas e superpedido de impeachment aumentam o desgaste do presidente e devem levar mais pessoas às ruas no #3J. Organizações reforçam medidas preventivas para evitar exposição à covid-19
Vice-presidente da CUT afirma que este #3J "é o dia mais importante das manifestações, inclusive para ancorar a entrega do superpedido de impeachment". Ato na cidade de São Paulo ocorre às 15h, na Avenida Paulista
São Paulo – Com a palavra de ordem “Fora Bolsonaro”, ao menos 261 cidades do Brasil e do exterior já confirmaram atos neste sábado (3) para exigir o impeachment de Jair Bolsonaro. Esta será a terceira manifestação nacional após os atos realizados em 29 de maio e 19 de junho.
Como nos protestos anteriores, movimentos sociais e populares, sindicatos, organizações feministas e da juventude encabeçam o levante em defesa também da vacinação contra a covid-19 e do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia. Inicialmente previsto para o dia 24, as manifestações foram antecipadas pela Campanha Fora Bolsonaro diante das recentes revelações feitas pela CPI da Covid no Senado, que colaram Bolsonaro à denúncia de corrupção na compra superfaturada da vacina indiana Covaxin. Ao longo desta semana, surgiu ainda um novo escândalo de propina envolvendo também a aquisição de imunizantes.
De acordo com o policial militar e representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, teria pedido propina de U$S 1 por dose para fechar contrato com a pasta. As revelações aumentam o desgaste do presidente e aceleram o processo de mobilização por sua saída, inclusive com a adesão de outros espectros políticos do centro à direita.
Uma unidade entre distintas correntes já havia marcado a entrega do chamado “superpedido” de impeachment nesta quarta (30) na Câmara dos Deputados. Puxado pela esquerda, o pedido de afastamento de Bolsonaro também contou com o apoio até de ex-aliados do presidente, como os deputados Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP).
Os movimentos que organizam os protestos reforçam as medidas de precaução para evitar os riscos de contaminação pela covid-19. A orientação é usar máscara o tempo todo (PFF2, de preferência), guardar distância mínima de 1,5 metro dos outros manifestantes e usar álcool em gel 70º nos atos #3J.
Leia mais: Manifestações e covid-19: é possível reduzir os riscos em atos de rua na pandemia
A segurança sanitária, conforme apontam os organizadores, é essencial para que a população brasileira continue pressionando o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a dar andamento ao processo de impeachment de Bolsonaro. Em nota, o vice-presidente da CUT, Vagner Freitas, destacou que “sábado é o dia mais importante das manifestações, inclusive para ancorar a entrega do superpedido de impeachment”.
“As denúncias de corrupção e as mortes que poderiam ter sido evitadas, se o governo tivesse comprado vacina rapidamente, merecem um basta. Todos sabem que a culpa por essa tragédia e esse desgoverno é de Bolsonaro”, destacou o dirigente.
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