A resistência contra a privatização da CTEEP continua crescendo. A greve por tempo indeterminado começou na manhã desta segunda-feira (26), com a participação de milhares de trabalhadores dispostos a resistir contra a venda da maior e mais rentável empresa de transmissão.
As maiores paralisações envolvem os companheiros da CTEEP em Bauru, Santa Bárbara D”Oeste, Jupiá, Itapetininga, Presidente Prudente e Votuporanga.
Ato de protesto – Em Bauru, a greve contou com o apoio e a presença de dois dirigentes do Sinergia CUT que ocupam atualmente cargos de importância nacional – Artur Henrique da Silva Santos, recém-eleito presidente da CUT Nacional, e Sebastião Arcanjo (Tiãozinho – PT), deputado estadual que voltou a presidir a Comissão de Obras e Serviços Públicos.
Mesmo debaixo de chuva, os dois energéticos falaram aos cerca de 200 trabalhadores em greve, em um ato de protesto em frente à sede da empresa, às margens da rodovia Marechal Rondon. Participaram do ato também vários dirigentes do Sinergia CUT, inclusive o vice-presidente Wilson Marques de Almeida.
Censura tucana – O presidente da CUT destacou os doze anos de desgoverno tucano em São Paulo e os dez anos da privataria que acabou com o patrimônio público dos paulistas: ‘Jogaram tudo nas mãos da iniciativa privada. Telefonia, estradas, energia, sem que se saiba onde foi parar o dinheiro’.
Lembrando da censura imposta ao Jornal da CUT SP que faz um balanço dos 12 anos de desgoverno tucano e do novo pedido de liminar contra o programa ReperCUTe, Artur afirmou que ‘quando denunciamos os estragos causados pela privatização a qualquer preço, sem que nenhum dinheiro fosse investido em saúde e educação como prometeram, tentam calar a voz dos trabalhadores’.
Insegurança pública – O deputado Tiãozinho, reafirmou que o atual candidato tucano à Presidência da República pretende sinalizar ao mercado que levará esse projeto de privatização para o Palácio do Planalto, caso seja eleito.
‘Esquece que comandou um governo sofrível para o povo paulista sob todos os aspectos, o que ficou demonstrado inclusive pelos dias de pânico que tomaram conta de São Paulo sob domínio de uma facção criminosa’, disse.
Greve continua – A greve continua, com a paralisação total das atividades e a manutenção dos serviços essenciais sob controle dos trabalhadores, inclusive para garantir a transmissão dos jogos do Brasil na Copa.