Desgoverno
Relatório global divulgado hoje critica presidente por minimizar os efeitos da covid-19 e tentar impedir que governadores tomassem medidas de distanciamento. Presidente Trump também é criticado
"O governo Bolsonaro tem enfraquecido a fiscalização ambiental, na prática dando sinal verde às redes criminosas envolvidas no desmatamento ilegal na Amazônia", diz o relatório
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São Paulo – Relatório global 2021 da Human Rights Watch, divulgado nesta quarta-feira (13), acusa o governo Jair Bolsonaro de sabotar medidas de saúde pública para combater a covid-19. A acusação é feita no capítulo que analisa os principais eventos de 2020. Segundo o relatório que analisa a situação de direitos humanos em mais de 100 países, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso e governadores defenderam políticas para proteger os brasileiros da doença, em resistência à atuação de Bolsonaro contra a covid-19.
“O presidente Bolsonaro minimizou a covid-19, a qual chamou de “gripezinha”; recusou-se a adotar medidas para proteger a si mesmo e as pessoas ao seu redor; disseminou informações equivocadas; e tentou impedir os governos estaduais de imporem medidas de distanciamento social”, diz a entidade.
“O governo Bolsonaro tem enfraquecido a fiscalização ambiental, na prática dando sinal verde às redes criminosas envolvidas no desmatamento ilegal na Amazônia e que usam a intimidação e a violência contra os defensores da floresta”, afirma também o relatório.
A Human Rights Watch lembra ainda que Bolsonaro “acusou, sem qualquer prova, indígenas e organizações não governamentais (ONGs) de serem responsáveis pela destruição da floresta. Ele também fez ataques a jornalistas.”
O relatório destaca que, em 2019, a polícia matou 6.357 pessoas, uma das maiores taxas de mortes pela polícia no mundo. “Quase 80 por cento das vítimas eram negras. As mortes causadas por policiais aumentaram 6 por cento no primeiro semestre de 2020.”
“O relatório da Human Rights Watch aponta os absurdos do governo Bolsonaro no último ano. E concluiu que ele tentou SABOTAR o combate à covid. Não resta dúvidas que temos um GENOCIDA na presidência”, afirmou pelas redes sociais o coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos.
Os quatro anos de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos também foram objeto de crítica da Human Rights Watch no relatório mundial. Trump é visto como “um desastre” para os Direitos Humanos. Ela manifesta esperança numa mudança de paradigma com o Presidente eleito Joe Biden, que toma posse em 20 de janeiro.
No seu relatório anual, no capítulo intitulado “O Desafio de Biden: Resgatar o Papel dos Estados Unidos para os Direitos Humanos” e quase sempre em torno do papel norte-americano, a HRW sublinha que Trump foi um presidente “frequentemente hostil e indiferente” em relação aos Direitos Humanos.
Confira o relatório da Human Rights Watch
Por Redação RBA