A assinatura do ACT da CTEEP, que deveria ter ocorrido na última quarta (17), não aconteceu. Tudo porque representantes do Sindicato da CGT transformaram o que deveria ser a celebração de um Acordo Coletivo em um circo mambembe.
Antes de iniciar a assinatura do ACT, o Sinergia CUT detectou um problema na cláusula que estabelece a cobrança da taxa negocial. O texto dava prazo de ‘um a 10 dias’ para o trabalhador apresentar carta de oposição, além de obrigar os trabalhadores que já encaminharam esse documento a refazê-lo, tendo a sua posição anulada. Ou seja: uma entidade poderia estabelecer um prazo menor, como de apenas um dia, para apresentação da carta.
Ao perceber a injustiça, o Sinergia CUT tomou a iniciativa de entrar em acordo com as outras entidades sindicais para evitar prejuízo ao trabalhador. Acordo selado, iniciou-se a assinatura do ACT.Nesse momento, o presidente do Sindicato da CGT chegou e, bastante exaltado, dirigiu-se ao representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da CTEEP, Fernando Acosta, com palavras ofensivas e ameaças a sua integridade física.
Como não obteve êxito em sua primeira tentativa de adiar a assinatura do ACT, uma vez que Acosta não revidou e nem perdeu a calma, o presidente da CGT resolveu insultar o dirigente do Sinergia CUT, Francisco Wagner Monteiro, o Chicão, chamando-lhe, entre outras coisas, de mentiroso. Isso por conta dos seis meses a mais de Garantia de Emprego que o Sinergia CUT conquistou.
E mais: o presidente da CGT disse que não via motivos para modificar a cláusula relacionada à cobrança da taxa negocial. Na visão dele, ‘o trabalhador que se sentisse prejudicado que procurasse a Justiça’. Resumo: o presidente do Sindicato da CGT bateu boca com os representantes dos sindicatos presentes e se recusou a assinar o Acordo, que só entra em vigor com a assinatura de todas as entidades sindicais. O primeiro prejuízo dessa atitude impensada foi a suspensão da folha de pagamento da CTEEP com os reajustes incorporados, inclusive para os aposentados da 4819. Lamentável.
O Sinergia CUT espera que tudo seja resolvido no menor prazo possível. Porque o trabalhador não pode continuar pagando o pato por conta de interesses mesquinhos de pessoas que já pensam nas eleições do ano que vem.