Representantes do Sindicato foram surpreendidos na primeira rodada de negociação com a Cesp, realizada quinta-feira (6). Primeiro, a empresa fez a contratação de negociadores terceirizados, no caso, o escritório Rodrigues Jr. Advogados. Segundo, agendou reuniões separadamente com as entidades representativas dos trabalhadores (SP, Engenheiros e Campinas).
Diante do repúdio à prática de negociação em separado com as entidades e da insistência em não aceitá-la por parte dos dirigentes sindicais, a empresa concordou em agendar uma reunião conjunta com os demais, com a data a ser confirmada para o dia 12 de junho.
Foi a primeira negociação com a empresa após sua privatização, ocorrida em outubro de 2018 com a realização de um leilão. Os novos controladores da Cesp são Votorantim Energia e o fundo canadense CPPIB.
Confira abaixo os itens do atual Acordo Coletivo que a empresa deseja negociar e as respostas do Sindicato:
O Sindicato argumentou que não apenas o valor, mas sim definir critérios claros e objetivos e regras para a avaliação. Segundo a empresa, será feita uma proposta de avaliação onde não somente o superior, mas também os demais trabalhadores participarão da avaliação.
O Sindicato obviamente rechaçou a proposta da empresa. “Política de emprego para nos é sagrada”, afirmaram os dirigentes sindicas.
O Sindicato informou que, mais do que discutir a Cipa, é preciso discutir uma política de saúde e segurança no trabalho.
O Sindicato concorda, desde que seja garantida a liberação, e não mais negada, como às vezes ocorre.
O Sindicato realiza um levantamento sobre qual o comportamento desse índice nos últimos dez anos.
Avaliação do Sindicato
O Sindicato reafirmou, durante as suas intervenções, que não concorda com a extinção da cláusula de política de emprego. “Essa cláusula nos é muito cara, pois garante que a empresa não demita indiscriminadamente”, afirmaram os diretores do Sindicato.
A entidade sindical também insistiu na concessão de aumento real no reajuste de salário e um reajuste diferenciado nos itens de alimentação. “Para as demais cláusulas apresentadas pela empresa, informamos que não poderemos nos manifestar até que a empresa apresente números e não apenas conceitos”, falaram os dirigentes. “Repudiamos a prática da empresa em negociar separadamente com as entidades, pois caso ela insista nessa metodologia, não iremos aceitar o que for previamente acordado com os demais”, finalizaram.
Só a luta de garante!