CS 2018: na Cesp, é plano de lutas!

CS 2018: na Cesp, é plano de lutas!
17 julho 08:41 2018 Débora Piloni

Terceira rodada teve até proposta na mesa que, no final, não valeu! Nova reunião está marcada para o próximo dia 24

 Trabalhadores da Cesp iniciaram o dia desta terça-feira (17) em mobilização de meio período, conforme plano de lutas aprovado em assembleias. Tudo porque a empresa, na terceira rodada ocorrida na segunda-feira (16), não avançou na negociação, apresentando uma proposta que não atende às principais reivindicações da pauta dos trabalhadores.

Sendo assim, para pressionar a direção da Cesp a negociar com responsabilidade, foi então implementado o plano de lutas que prevê mobilizações gradativas, iniciando hoje com meio período. Caso a empresa não apresente proposta digna, o plano de lutas será continuado, com um dia de mobilização no próximo dia 23 e com greve por tempo indeterminado a partir do dia 30 de julho.

O “enrolar” da 3ª Rodada…

A empresa abriu a reunião do dia 16 afirmando que pretendia apresentar nesta a sua proposta final com a vigência do Acordo Coletivo de Trabalho prorrogado até 2020. Porém, afirmou que isso ainda depende do aval da Procuradoria Geral do Estado. Ou seja, propôs, mas não valeu.

O Sinergia Campinas argumentou que esta prorrogação, apesar do avanço, ainda não atende a pauta dos trabalhadores e destacou como exemplo a necessidade de garantir no ACT de 4 anos (2 + 2) a estabilidade pré aposentadoria para os trabalhadores em vias de atingir a segunda data do beneficio integral na Fundação Cesp, e outros assuntos da pauta que vêm permeando as negociações desde a primeira rodada.

A empresa afirmou que, de posse das reivindicações dos trabalhadores, já esteve em diálogo com os representantes do atual governo estadual sem muito sucesso e que tentará novamente avançar nos pleitos.

Sobre a Fundação Cesp a empresa respondeu que o governo já deu garantias no edital de privatização, não vendo necessidade de colocar no ACT. O Sindicato rebateu.

Na cláusula 25ª (Gerenciamento de Pessoal) a Cesp propôs manter a rotatividade, ficando da seguinte forma:

Entidade Quantidade
Sindicato de São Paulo 06
Sindicato dos Engenheiros 03
Sinergia Campinas 03

No debate sobre o reajuste nos salários e benéficos, a empresa insistiu que a atual legislação eleitoral impede de praticar reajuste acima da inflação nos três meses que antecede as eleições. O Sindicato observou que o trabalhador da Cesp, que vive nesse momento uma situação de maior fragilidade em função do processo de privatização, necessita e merece que a empresa considere as reivindicações apresentadas, entre elas, o aumento da renda desse trabalhador e garantias necessárias para que o novo controlador, em caso de venda, não faça uma política de terra arrasada.

A “surpresa” da 3ª Rodada

A reunião estava quase no final e, ainda sem acordo entre empresa e Sindicato, quando tocou o telefone do negociador da Cesp. Ele saiu da sala e, quando retornou, veio junto o assessor da Presidência da Cesp que, otimista, bradou que a vigência do ACT seria de um ano e, em caso de mudança do controle acionário, seria prorrogado até 2020.

“Um absurdo essa proposta, em tempos golpistas de antirreformas e incertezas jurídicas sobre a ultra-atividade de cláusulas e ACT vencidos Refutamos a proposta”, afirma a direção do Sindicato.

Diante do impasse, foi agendada nova rodada de negociação para a próxima terça-feira (24).

Manutenção do Plano de luta!

Conforme deliberado em assembleias, caso não houvesse avanços nessa mesa, o plano de lutas seria mantido. “Os trabalhadores buscam um Acordo Coletivo de Trabalho que lhes dê garantias de manutenção de direitos adquiridos, de uma política de emprego que abranja a todos os trabalhadores independente de datas e manutenção de 100% do quadro, de uma maior vigência e a permanência do plano de previdência na Fundação Cesp, entre outros pontos. O momento é de luta!” afirma a direção do Sindicato.

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