Durante a segunda rodada, empresa apresenta mais do mesmo. Sindicato quer negociar reivindicações da pauta da categoria, inclusive aumento real
Dirigentes do Sinergia CUT foram para a segunda rodada com representantes da CPFL PPBG, na manhã desta terça-feira (3), em Campinas, com a expectativa de avançar na negociação da Campanha Salarial e debater as reivindicações prioritárias da pauta dos trabalhadores, aprovada em assembleias.
Mas o que aconteceu foi quase uma repetição da ladainha da rodada de abertura, com a CPFL insistindo que o atual Acordo Coletivo vale até 2019 e que a discussão agora seria apenas sobre o destino dos 50% da verba de movimentação de pessoal por desempenho, que corresponde a 1% da folha base de salários, e que a empresa pretende usar para reajuste de outros benefícios econômicos.
Na primeira rodada, que aconteceu em 22 de junho passado, ficou acordado o reajuste de 2,86% nos salários e no kit alimentação – VA e VR, além da garantia da data base em 1º de junho. A partir daí, a empresa já começou a querer discutir o novo destino da verba para movimentação de pessoal, proposta imediatamente rejeitada pela bancada do Sindicato.
Apesar disso, os negociadores chegaram à reunião desta terça com a mesma pauta, insistindo em debater ainda a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). “Mais do mesmo”, avaliaram os dirigentes sindicais antes de rejeitar novamente a proposta na mesa de negociação.
O Sinergia CUT tem dois argumentos prioritários para justificar a proposta rejeitada. O primeiro é que o Sindicato reivindica que o 1% deve ser usado para aumento real de salários, jamais para a PLR. O segundo é que a PLR já está garantida pelo Acordo Coletivo, mas a negociação deve ser feita em fórum específico, depois da Campanha Salarial, para evitar prejuízos aos trabalhadores.
Além de aumento real de salários, o Sindicato não abre mão de negociar reivindicações como a vigência do Acordo Coletivo por dois anos – até 2020, inclusive com a prorrogação da cláusula de rescisão por aposentadoria –, a manutenção e o aperfeiçoamento da aplicação da verba do Valor Pessoal, e a definição de um valor mínimo para a PLR, tendo como referência a média paga pelo atual modelo. “Aliás, a CPFL ainda está devendo aos trabalhadores a apresentação do valor da verba de 0,5% da folha de salários, objeto da discussão deste ano”, ressaltou o Sinergia CUT.
Nova rodada de negociação deve acontecer no próximo dia 18, às 9h30.