Aconteceu nesta quinta-feira (28), a segunda rodada de negociação com a Cesp. A empresa abriu a negociação informando que, em virtude da renúncia do presidente da empresa, Laurence Casagrande Lourenço, principal alvo da Operação “Pedra no Caminho”, da Polícia Federal, “para se defender das acusações”, haveria pouco avanço nas reivindicações trazidas pelas entidades sindicais. No lugar de Lourenço, assumiu interinamente o diretor financeiro da companhia, Almir Fernando Martins, há uma semana.
De acordo com a Cesp, essa mudança de comando não afetará o processo de negociação. E tratou de falar, na sequência, sobre o edital de privatização da Companhia:
Os representantes do Sinergia CUT expressaram surpresa pelo fato desses pontos fazerem parte da mesa de negociação, pois até então estava restrito ao PED e não à empresa. Eles lembraram ainda que, na última audiência da qual o Sindicato participou, a Secretaria Estadual da Fazenda já havia sinalizado essas questões. Mas, ressaltaram a importância do assunto aparecer à mesa.
A entidade sindical reafirmou ainda que Fundação Cesp e Saúde deverão estar também contidos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), e que, além disso, reivindica melhorias nas Cláusulas de Política de Emprego, Vigência, Aumento real nos salários e reajuste diferenciado nos benefícios de alimentação (VA / VR).
Nova rodada agendada
Terminada a reunião, a Cesp argumentou que, em virtude das dificuldades momentâneas, a nova data de reunião ficaria mantida em 16 de julho. Novamente o Sinergia CUT ressaltou que esta data está muito distante, principalmente em virtude do processo de privatização, onde o edital pode ser publicado a qualquer momento, ficando a mesa, sem margem para negociar a proposta. A empresa se comprometeu a verificar a possibilidade de agendar uma data mais próxima, no entanto, sem se comprometer.
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