Justiça do Trabalho do RJ determina suspensão do processo de privatização de cinco distribuidoras da Eletrobras

Justiça do Trabalho do RJ determina suspensão do processo de privatização de cinco distribuidoras da Eletrobras
06 junho 12:44 2018 Débora Piloni

Uma decisão da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a suspensão do processo de venda de cinco distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras: a Amazonas Distribuidora de Energia S.A. (Amazonas Energia), as Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) e a Companhia Energética do Piauí (Cepisa).

Elas têm o prazo de 90 dias para apresentarem um estudo sobre os impactos da privatização nos contratos de trabalho. A decisão é da juíza Raquel de Oliveira Maciel. Caso a decisão seja descumprida, está previsto o pagamento de multa de R$ 1 milhão. A venda das distribuidoras havia sido liberada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 30 de maio.

Vale lembrar que, na quarta-feira passada, 30 de maio, o Tribunal de Contas (TCU) aprovou os procedimentos para a privatização desses ativos, localizados nos estados de Roraima, Amazonas, Rondônia, Acre, Alagoas e Piauí. Após essa decisão, a Eletrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) deveriam ter permissão para definir uma data para o leilão.

A paralisação de 90 dias vem como um revés para o governo ilegítimo, que apontou a privatização da Eletrobras como uma de suas principais prioridades.

“O governo tem pressa. E  é muito difícil obter apoio de alguns estados, especialmente os que são atravessados ​​pelo Rio São Francisco. O rio é um trunfo essencial nessas regiões, e seria difícil convencer os líderes locais a abrir mão desse controle”, alega o diretor do Sinergia CUT Wilson Marques de Almeida.

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