Deputados de SP contra a privataria

Deputados de SP contra a privataria
24 abril 14:39 2018 Lílian Parise

Contra a entrega do Sistema Eletrobras e da Cesp, deputados estaduais do PT lançam a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico nesta quarta (25), na Assembleia Legislativa

 

Apesar da resistência de trabalhadores e da reprovação do povo brasileiro, o presidente ilegítimo insiste no desmonte do setor elétrico nacional e na entrega do Sistema Eletrobras ao capital privado. Em uma canetada, no último dia 19, Michel Temer oficializou, por decreto, a intenção de entregar o maior patrimônio público de energia dos brasileiros ao capital privado, preferencialmente internacional, ao incluir a estatal no Plano Nacional de Desestatização (PND).

Mais um golpe dentro do golpe que tirou uma presidenta legitimanente eleita para recolocar no centro do governo ilegítimo a agenda neoliberal privatista que inclui o desmonte do setor elétrico brasileiro e transforma a energia – um bem essencial ao desenvolvimento econômico e social – em simples mercadoria.

Contra tudo isso, depois de vários atos, mobilizações, reuniões e debates, com a participação de trabalhadores, parlamentares e população, é preciso intensificar a resistência. E chegou a hora de envolver também a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico que acontece na próxima quarta-feira (25), às 14h.

Criada por iniciativa dos deputados estaduais Márcia Lia e Alencar Santana, ambos do PT, a Frente Parlamentar passa a atuar na luta conjunta com o Sindicato contra a entrega da Eletrobras e da Cesp para garantir a energia como um bem essencial à vida.

Patrimônio público e lucrativo
A defesa da Eletrobras é estratégica para garantir um patrimônio construído com dinheiro público e amortizado durante anos. Todo o sistema nacional envolve 31% da geração, 48% das linhas de transmissão e 7% da distribuição de energia elétrica do país, abastecendo cerca de 4,3 bilhões de consumidores.

Mas, na tentativa de entregar a Eletrobras, o governo golpista, junto com o presidente da empresa, Wilson Pinto, tenta depreciar um patrimônio lucrativo que repassou para os cofres da União cerca de R$ 14 bilhões entre 2002 e 2016. Afirma ainda que a Eletrobras está endividada, mas esconde que a companhia tem bilhões a receber.

Sem falar que, há tempos, o governo ilegítimo vem impondo um grande processo de reestruturação com o objetivo de reduzir custos para a privatização, incluindo a redução do quadro de pessoal altamente especializado. Para 2018, a estimativa é de demitir cerca de 3 mil trabalhadores.

“Mais um golpe na população”
Um vale tudo para entregar a Eletrobras por R$ 12 bilhões ao capital privado e sua ganância de lucro, colocando em em risco a soberania nacional e o abastecimento do sistema elétrico brasileiro.

No estado de São Paulo não é diferente. Em uma manobra combinada com Temer, o governo do tucano Alckmin retomou a privataria paulista depois do decreto 9271/18, que permite a renovação dos contratos de concessão por até 30 anos. Era o que faltava para tornar a Usina de Porto Primavera, a maior e mais atrativa das remanescentes da Cesp, atrativa para o capital privado.

“O governo golpista insiste na entrega da Eletrobras enquanto o tucano paulista quer doar o que restou da Cesp aos rentistas. Tudo em nome do lucro e sem preocupação com a qualidade e o preço da tarifa, colocando em risco empregos e direitos. Mais dois golpes na população”, alerta a direção do Sinergia CUT.

 

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