Juntamente com outras entidades sindicais, o Sinergia CUT participou de reunião promovida pela UNIDAS (União Nacional das Autogestões em Saúde), no último dia 26 de março. O objetivo do encontro foi propor ações e debater estratégias para derrotar mais um golpe dado contra os direitos e a saúde complementar dos trabalhadores das empresas públicas.
Vale ressaltar que, em janeiro deste ano, o governo federal editou, através da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), as Resoluções nº 22 e 23, que colocam em risco as conquistas dos trabalhadores no campo da saúde complementar, que estão consagradas em Acordos Coletivos de Trabalho e normativos internos das empresas públicas.
“Na base do Sinergia CUT, os trabalhadores de Furnas já estão sendo impactados por essas resoluções, que visam preparar o caminho para o processo de privatização do setor”, observa a direção do Sindicato.
O saco de maldades afeta a sobrevivência das autogestões em saúde complementar estabelecendo, entre outras coisas, que as empresas deverão fechar seus planos de saúde para novas adesões e que somente serão oferecidos aos novos trabalhadores o benefício de assistência a saúde na modalidade de reembolso. E mais: os editais para processos seletivos para novas admissões nas estatais federais não deverão prever o oferecimento de assistência a saúde.
Além disso, essas resoluções diminuem sensivelmente a participação das empresas públicas no custeio dos atuais planos de saúde e aumentam a participação dos trabalhadores. Se não bastasse tudo isso, as resoluções ainda restringem o rol de participação dos dependentes nos atuais planos, como por exemplo, a filiação dos pais aos planos, mesmo comprovando a dependência econômica.
O momento é de luta! Diante desse quadro, os representantes do Sinergia CUT e das demais entidades presentes decidiram:
Fique ligado e… à luta sempre!