Sinergia CUT divulga carta aberta em defesa da democracia

Sinergia CUT divulga carta aberta em defesa da democracia
22 janeiro 11:08 2018 Direção do Sinergia CUT

A Justiça julga fatos. A história coloca luz sobre o legado dos homens. Nunca dois conceitos tão dispares estiveram tão próximos e presentes na história do Brasil. Nesta quarta-feira, dia 24 de janeiro, o TRF-4 de Porto Alegre julga em segunda instância o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Considerado o presidente mais popular da história do Brasil, Lula é acusado de ter recebido um tríplex no Guarujá e que teria sido fruto de tráfico de influência.

Uma história sem pé e cabeça, evidenciado pela penhora do imóvel pela juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos do Distrito Federal em processo que envolve a cobrança de divida pela OAS. A decisão não importa ao juiz Sérgio Moro e aos procuradores da Lava Jato. Querem condenar Lula e pronto.

Diante do clima de comoção reinante no país, a missão de analisar o recurso do ex-presidente estará a cargo dos desembargadores da oitava turma do TRF-4 e encarregados do julgamento: Leandro Paulsen, o relator João Pedro Gebran Neto e Victor Luiz dos Santos Laus. Para eles não há saída: ou eles rasgam o manto da hipocrisia e inocentam o ex-presidente e anulam o processo ou podem virar participantes de um processo distorcido e sem precedentes na história do Brasil.

Apontar os erros no processo e defender o direito de Lula de se candidatar à Presidência da República é, antes de tudo, uma defesa da democracia, tão ferida e combalida nos últimos anos. Democracia que tem por premissa a concessão de direitos para que qualquer cidadão possa votar e ser votado.

Ao cassarem o direito legítimo de Lula apresentar o seu projeto ao povo brasileiro, a Justiça brasileira avaliza o golpe contra a sociedade brasileira e transforma tudo em um jogo de cartas marcadas. Ou seja, só pode ser candidato quem for aprovado pelas elites.

Na ânsia de destruir a democracia e o direito de candidatura de Lula, o juiz Sérgio Moro estabeleceu uma condenação de 9 anos e seis meses que um mar de ilações, teses superficiais e que serviu de base para uma repulsa de juristas renomados como Fábio Konder Comparato e gente com currículo e credibilidade como Juarez Tavares, Carol Proner, Gisele Cittadino, João Ricardo Dornelles, Gisele Ricobom Gabriela Araújo, Laio Correia Morais, Marco Aurélio de Carvalho, Paulo Teixeira e Vitor Marques, estes autores do livro “Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula”, lançado em agosto do ano passado.

Ao ser confrontado com os fatos e os acontecimentos, todos aqueles com apreço pela democracia não podem ficar de braços cruzados. Devem e precisam sair às ruas para defender o direito de Lula inserir a sua foto e nome na urna eletrônica. Dirigentes e trabalhadores de todos os sindicatos participantes do projeto Sinergia CUT também não podem ficar alheios. É hora de falar, agir e se posicionar.

É hora de denunciar uma perseguição política sem precedentes. Um plano que visa tirar da urna eletrônica em outubro um presidente que saiu do planalto com 87% de aprovação popular e um estadista capaz de tirar o Brasil do Mapa da Fome e de abrir caminho durante o seu governo para o maior ganho salarial dos trabalhadores no Brasil moderno. Um homem que gerou milhares de empregos e trouxe eventos de grande porte, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Desaparecer com Lula do cenário político não é a única medida tomada pelos golpistas, um grupo que envolve componentes do poder judiciário, mídia e políticos que perderam por quatro vezes seguidas a eleição presidencial e não sabem perder.

Como não conseguem enganar o povo, a saída foi promover um golpe contra a sociedade brasileira e abrir caminho para um traidor que sucateou a reforma trabalhista e é responsável por uma crise econômica impossível de medir suas consequências. O próximo passo é retirar a cidadania de alguém oriundo da classe trabalhadora e que deseja apenas a avaliação de quem interessa: o eleitor, personagem supremo da democracia.

O Sinergia CUT estará presente em atos do dia 24 de janeiro marcados em diversas partes do país para defender a democracia nesse momento representado por um dos maiores líderes populares do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso é preciso defender o estado de direito e a permissão que o povo brasileiro decida o seu destino na urna. Sem intermediários.

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