Agrupamento CPFL: Fique ligado!

Agrupamento CPFL: Fique ligado!
19 outubro 18:25 2017 Débora Piloni e Nice Bulhões

A unificação de Acordos do Grupo CPFL é uma reivindicação histórica do Sinergia CUT. Para fazer o agrupamento, a empresa terá de unificar os ACTs

O Sinergia CUT foi surpreendido na primeira rodada de negociação da CPFL Santa Cruz, no último dia 9, com a presença de sindicatos que representam os trabalhadores da CPFL Jaguariúna, cujo ACT já foi assinado em abril deste ano. É que para fazer o agrupamento das áreas de concessão das empresas CPFL Jaguari, CPFL Mococa, CPFL Leste Paulista, CPFL Sul Paulista e CPFL Santa Cruz, o Grupo precisa unificar os ACTs das cinco empresas. Senão, a fusão não é autorizada pela Aneel.
A unificação dos ACTs dessas empresas sempre foi uma reivindicação histórica do Sinergia CUT. Essa pressa por parte do Grupo CPFL de fazer a unificação dos Acordos não se trata de “boa vontade”, mas de interesse na “redução de custos fixos de natureza comercial, regulatória, logística, contábil e técnica”.
Tanto é que a CPFL quer igualar os ACTs da Santa Cruz e da Jaguariúna, buscando as melhores cláusulas. Só que o Sinergia CUT quer mais! Quer negociar porque sabe que as cláusulas podem ficar ainda melhores, como as da CPFL PPGB.
Por isso, solicita à empresa que respeite os prazos necessários para procedimento da alteração do “ACT Extraordinário da Jaguariúna”, que inclui publicação de edital, assembleias e apresentação de pauta, com o objetivo de posicionar os trabalhadores a intenção de alteração de data-base e ajustes das cláusulas dos Acordos Coletivos.
Parece simples e fácil...
A CPFL espera que o agrupamento traga unificação das datas-base para 1º de setembro de cada ano; alinhamento das práticas; e alteração de redação da cláusula de aposentadoria. Com relação aos valores de reajuste das demais cláusulas econômicas do Acordo Coletivo, a empresa afirma que serão objeto de discussão em reunião próxima.
Respeito, reconhecimento e segurança
O Sindicato entende que o melhor mês para a unificação da data-base é junho, uma vez que proporciona a utilização de mesmo percentual de reajuste salarial da holding, evitando o tratamento diferenciado entre os trabalhadores do mesmo grupo.
Mais: para o Sinergia CUT, os eventuais ganhos decorrentes do agrupamento solicitado pela empresa à Aneel devem ser repassados também aos trabalhadores.
A direção do Sindicato defende que, com o agrupamento, deverão ser equiparadas as práticas e os valores dos benefícios, considerando o melhor das distribuidoras do Grupo e o reajuste salarial e de benefícios devem apresentar ganho real.
Os dirigentes sindicais também defendem a necessidade de revisão do valor do piso salarial, visando a equiparação com outras empresas do grupo que possuem proximidade com a área de concessão da Santa Cruz e Jaguariúna.
Além de tudo isso, para que o processo ocorra de forma justa e tranquila, é necessário estipular em Acordo Coletivo a proteção ao emprego dos trabalhadores, evitando qualquer forma de redução de postos de trabalho.
“Isso é respeito e reconhecimento. Essenciais em qualquer procedimento justo e digno”, conclui a direção do Sinergia CUT. Vale lembrar que a Aneel realiza audiência pública sobre essa fusão em 29 de novembro e o Sinergia CUT enviará as suas contribuições.

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