Saiu na imprensa: Conselho Diretor do Programa de Desestatização suspende venda da Cesp

Saiu na imprensa: Conselho Diretor do Programa de Desestatização suspende venda da Cesp
14 setembro 22:37 2017 Por Paula Selmi | Valor

Apesar de a Cesp ter anunciado a suspensão de seu processo de venda, o leilão deve ocorrer ainda este ano, informou ao Valor o secretário da Fazenda de São Paulo, Hélcio Tokeshi

 

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) informou, na noite desta quinta-feira (14), que o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (CDPED) decidiu suspender o processo de venda da empresa.

Segundo comunicado da Cesp à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o certame ficará suspenso pelo prazo necessário para a avaliação sobre a “pertinência de eventuais ajustes”, que serão divulgados nesta sexta (15) no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”.

O governo de São Paulo havia agendado para 26 de setembro o leilão da Cesp. O preço mínimo anunciado foi de R$ 16,80 por ação, com potencial de movimentar pelo menos R$ 2,2 bilhões. A entrega das propostas estava marcada para 18 de setembro.

Modelagem

Apesar de a Cesp ter anunciado a suspensão de seu processo de venda, o leilão deve ocorrer ainda este ano, informou ao Valor o secretário da Fazenda de São Paulo, Hélcio Tokeshi.

Segundo ele, a interrupção no processo de privatização, para avaliação da “pertinência de eventuais ajustes”, não trata de preço, mas de modelagem.

Conforme Tokeshi, uma das motivações foram as sugestões e dúvidas levantadas por potenciais interessados no ativo. “Achamos algumas observações relevantes, que podem nos ajudar a ter um leilão com mais concorrência.”

O secretário disse ainda que o processo de avaliação não é uma questão de meses e sim de semanas, mas lembrou que, após uma republicação do edital, será necessário dar mais prazo para a análise por parte dos investidores.

Tokeshi destacou ainda as mudanças de conjuntura desde o detalhamento das condições de venda da Cesp, no início de agosto. Ele comentou que apareceram novos ativos de infraestrutura e que, no setor elétrico, há a expectativa de publicação de uma Medida Provisória pelo governo federal com algumas alterações que poderiam mudar o “apetite” do investidor em relação à Cesp. “As condições de mercado estão um pouco diferentes”, afirmou.

Em tempo: O Sinergia CUT já havia feito vários questionamentos quanto ao edital junto à Secretaria Estadual de Fazenda e planejava fazer um ato em Rosana no próximo dia 22. Também havia entrado com duas ações populares, sendo que uma delas pedia a suspensão do leilão e a Justiça havia dado hoje (14) prazo de 48 horas para que o Ministério Público se pronunciasse. Assim que o MP se manifestasse, a juíza Carmen Cristina F. Teijeiro e Oliveira, da 5ª Vara da Fazenda Pública, iria apreciar o pedido de liminar para suspensão do leilão. Confira as atividades realizadas (como as duas ações populares) e as que seriam realizadas pela entidade sindical clicando aqui.

 

 

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