Empresa quer fim da Função Acessória e deterioração da cláusula de Política de Emprego
Desde o começo da Campanha Salarial, o Sinergia CUT foi para a mesa de negociação com a intenção de obter um acordo decente aos trabalhadores e que o processo transcorresse sem muitos traumas, já que a CTEEP, de longe, apresenta o melhor resultado financeiro entre as elétricas do país. Detalhe: esse é um excelente momento para que a empresa reconheça o esforço dos seus trabalhadores.
Infelizmente, esse não foi a procedimento adotado pela CTEEP desde o início da Campanha Salarial e a sua intenção foi ratificada na rodada realizada na última quinta-feira (6), em Jundiaí. Prevaleceu a máxima de “quanto pior, melhor”.
A empresa apresentou uma proposta que não alcança os anseios dos trabalhadores. Confira:
► Reajuste salarial: 3,09% + 0,51% totalizando 3,60% ► PLR: reajusta em 3,60% ► Demais benefícios: 3,60% ► Função acessória: indeniza os trabalhadores pela base dos últimos 12 meses e extingue a cláusula. ► Política de Emprego: nos ajustes de efetivo de pessoal, a empresa quer alterar de 10 p/ 3 salários a indenização em caso de rescisão por iniciativa exclusiva da empresa para todos os trabalhadores que estão na empresa antes de 2006. ► Liberação de dirigentes sindicais: Para as bases com até 200 trabalhadores, não tem liberação ► Vigência do Acordo: 2019
Diante da intransigência da empresa na negociação, não restou outra alternativa ao Sinergia CUT senão rejeitar a proposta.
O Sindicato reafirmou na mesa que a transmissora tem que apresentar uma proposta que reflita a pauta de reivindicação dos trabalhadores, principalmente nas questões econômicas, na melhoria da cláusula de Política de Emprego, concedendo a abrangência da indenização a todos os trabalhadores, no aumento da indenização e na redução da rotatividade.
Mais: é necessário que a discussão da PLR seja feita fora das negociações do ACT para que sejam contratadas metas factíveis, transparentes e com contrapartidas para o seu cumprimento.
O Sinergia CUT ressaltou na mesa que já estava deliberada pelos trabalhadores a greve para o dia 10 e que, até por isso, era necessária a apresentação de uma proposta decente.
Diante da posição do Sindicato, a CTEEP afirmou na mesa que não tinha condição naquele momento de melhorar a proposta, porém, se comprometeu a realizar nova reunião nesta quarta-feira (12).
Assembleias nesta segunda (10) A direção do Sinergia CUT, então, realiza na segunda (10), assembleia para referendar a rejeição da proposta pelos trabalhadores, retirar a greve do dia 10, manter a categoria em estado de greve para aguardar a reunião dia 12 e, deliberar ainda, greve a partir do dia 17 em caso de a empresa manter a intransigência na proposta.
É fundamental a participação de todos! É resistir para conquistar!!!
Em tempo…
NÃO ACEITAMOS INTIMIDAÇÃO! Alguns chefes, querendo ser mais “reais” que um “rei”, tomam atitudes de puro desrespeito e cometem práticas antissindicais.
Prova disso foi o fato ocorrido no último dia 26, em Presidente Prudente, quando o “chefe” chegou no portão da empresa, arrancou as faixas colocadas pelo Sindicato e ordenou aos trabalhadores que entrassem para o local de trabalho e não participassem da assembleia que estava agendada pelo Sinergia CUT para a discussão da proposta sobre o Acordo Coletivo.
Diante desse absurdo, o Sindicato já está tomando todas as providências necessárias para apuração de tais fatos.
Que isso nunca mais volte a acontecer!