Intransigência e desrespeito marcam a Campanha Salarial 2017 na CTEEP. União e luta são as respostas dos trabalhadores que decidiram entrar em greve a partir da 00h da próxima segunda-feira (10), caso a empresa não apresente uma proposta que vá de encontro com os anseios dos trabalhadores no dia 06, data marcada para a quarta rodada de negociação com os sindicatos.
Quem te ouviu e quem te ouve agora, não é CTEEP? Na primeira reunião de negociação, ocorrida em 01 de junho, a empresa iniciou a rodada informando ao Sinergia CUT e demais entidades sindicais presentes que desejava uma negociação rápida nesta Campanha Salarial.
Passado mais de um mês e, indo já para a quarta rodada, o que a transmissora fez até agora foi apresentar uma proposta reducionista que prejudica demais os trabalhadores.
Ou seja, ao invés de sentar na mesa para negociar um ACT digno e justo àqueles que são os responsáveis pelos seus bons números e resultados, a CTEEP ignorou a pauta dos trabalhadores e seguiu uma lógica absurda de piorar o ACT, reduzindo cláusulas e não concedendo reajuste de salário e benefícios que espelhem a posição econômica que a empresa tem atualmente.
Basta conferir a sua proposta: ► Reajuste de salários e benefícios: 3,35% (INPC); ► PLR: reajusta em 3,35% e retira o parágrafo que garante 1% do EBITDA, ou o montante aplicado no ano anterior com reajuste; ► Função acessória: retira a cláusula e indeniza os trabalhadores; ► Política de emprego: nos ajustes de efetivo de pessoal, a empresa quer alterar de 10 para 3 salários a indenização em caso de rescisão por iniciativa exclusiva da empresa; ► Auxílio previdenciário: quer reduzir a complementação de 36 para 12 meses. Para piorar ainda mais, a CTEEP provoca os trabalhadores com a retirada unilateral do transporte do pessoal de turno, com a não resolução de pendências importantes de acordos anteriores e com o descumprimento do Acordo vigente.
Plano de lutas
É claro que essa proposta não passa pela garganta dos trabalhadores que exigem reconhecimento do seu valor, com um ACT que lhes garanta reajuste de salários e benefícios com aumento real, prorrogação do Acordo, VA/VR para todos os afastados, ampliação da cláusula de emprego e aumento da indenização da referida cláusula e, redução do número de demissões.
Com tanto descaso e desrespeito demonstrados pela empresa até agora, não restou outra alternativa à categoria que não fosse aprovar e implementar um plano de lutas com mobilizações gradativas.
Foi meio período no dia 26 de junho, mobilização na última sexta-feira (30) e já está aprovada a greve a partir de 10 de julho, caso a empresa não altere a política de apostar no quanto pior melhor na próxima rodada marcada para esta quinta-feira (06). Porque… parafraseando Geraldo Vandré… quem sabe faz a hora não espera acontecer…