Haverá mobilização de um dia neste dia 30 de junho para pressionar a empresa a melhorar a proposta. Nova rodada está marcada para às 10h de 6 de julho
A CTEEP, empresa transmissora de energia elétrica privatizada em junho de 2006, comprada pela ISA (Colombiana), com aproximadamente 3 mil trabalhadores na época, tem atualmente a seguinte fotografia: ● 1.300 trabalhadores; ● Receita operacional 508% maior que 2015; ● Receita líquida 505% maior que 2015; ● Lucro líquido 857% maior que 2015.
Enquanto isso…
Os representantes da empresa, na terceira rodada de negociação, realizada em 29 de junho, conseguiram piorar a proposta e não levaram em consideração a pujança econômica que a CTEEP vem passando. Isso sem contar o reajuste de 74,74% na Receita Anual Permitida (RAP – remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários), que foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no último dia 27. A empresa mantém a lógica de piorar o ACT, reduzindo cláusulas e não concedendo reajuste de salário e benefícios, que espelhem a posição econômica que a empresa tem atualmente.
Pasmem! Confira abaixo a proposta da CTEEP:
► Reajuste de salários e benefícios: 3,35% (INPC); ► PLR: reajusta em 3,35% e retira o parágrafo que garante 1% do EBITDA, ou o montante aplicado no ano anterior com reajuste; ► Função acessória: retira a cláusula e indeniza os trabalhadores; ► Política de emprego: nos ajustes de efetivo de pessoal, a empresa quer alterar de 10 para 3 salários a indenização em caso de rescisão por iniciativa exclusiva da empresa; ► Auxílio previdenciário: quer reduzir a complementação de 36 para 12 meses.
Proposta rejeitada
O Sinergia CUT rejeitou a proposta na mesa, utilizando de argumentos citados acima e reiterando a pauta de reivindicação dos trabalhadores, como reajuste real 3% no salário e no valinho, prorrogação do ACT, VA/VR para todos os afastados, ampliação da cláusula de emprego e aumento da indenização da referida cláusula e, redução do número de demissões. Diante dessa proposta insuficiente, os trabalhadores da base do Sinergia CUT e do Sintius estão mobilizados e dispostos a não permitir a redução do ACT.
Mobilização
Portanto, os trabalhadores estão antecipando do dia 3 para o dia 30 de junho a mobilização de um dia. Também será deliberado com os trabalhadores greve por tempo indeterminado a partir de 10 de julho, caso a empresa não altere a política de apostar no quanto pior melhor.