Queda de braço na JPTE. De um lado, a empresa com sua intransigência. De outro, o Sindicato na luta pela garantia de direitos dos trabalhadores. E esse jogo vem se arrastando desde o ano passado.
Vale lembrar que a JPTE, que é sediada em Barueri/SP, venceu a licitação após o encerramento do contrato da ACV Tecline com a Cesp. Segundo informações da empresa, praticamente todos os trabalhadores foram recontratados pela JPTE, ressalvados casos em que não houve interesse por parte deles em permanecer.
Em 2016, com o intuito de preservar os direitos dos trabalhadores, o Sindicato procurou a direção da empresa para iniciar um processo negocial e garantir a continuidade da representação daqueles companheiros.
Foi assim que o Sinergia CUT tomou conhecimento de que o contrato dos trabalhadores começou a vigorar com valores inferiores aos praticados pela antiga empresa. A explicação dada foi que a licitação foi feita por valores menores do que os da antiga prestadora.
Em rodada ocorrida no dia 23 de março do ano passado, a empresa apresentou uma proposta que mantinha as cláusulas praticadas no ACT vigente, porém, com alterações, como o rebaixamento do piso salarial e da PLR.
A segunda rodada de negociação ocorreu no dia 11 de abril, porém a empresa manteve a mesma proposta, isto é, sem avanços. Foi então realizada assembleia e os trabalhadores rejeitaram a proposta pela reabertura da mesa de negociação, apontando a sucessão trabalhista.
Como a empresa não reabriu a mesa, foram realizadas duas reuniões de Mediação, para tratar de Sucessão Trabalhista da empresa JPTE sobre sua antecessora ACV Tecline Engenharia Ltda.
A primeira Mediação aconteceu em 24 de março deste ano de 2017, na SRTE/MS, mas não houve consenso. Na impossibilidade de acordo para a data-base 2016 com sucessão trabalhista, passou-se a discutir a pauta de 2017. A empresa apresentou uma proposta que novamente não foi aceita.
CS 2017: resistir para conquistar! Na segunda reunião de Mediação, ocorrida em 12 de maio, o Sindicato insistiu na discussão da Pauta do Acordo Coletivo 2016, objeto da reunião, porém a empresa não concordou por não entender que se trata de sucessão trabalhista.
Com isso, discutiu-se a data-base 2017 onde foi apresentada uma nova proposta da empresa:
O Sinergia CUT realizará assembleias com os trabalhadores para que decidam sobre a proposta de Acordo Coletivo 2017. Em caso de rejeição pela categoria e não acordo com a empresa, o Sindicato buscará a sucessão trabalhista via judicial.