Na pressa de criar um plano de previdência ao toque de caixa, a Elektro agendou com os sindicatos, para o dia 15 de março, uma reunião para tratar sobre a proposta de um novo para os seus trabalhadores. Coincidentemente ou não, esse era o Dia Nacional de Paralisação convocado pela CUT e que mobilizou trabalhadores dos 27 estados da União contra as falsas reformas do governo golpista. Obviamente, o Sinergia CUT estava lá.
Exatamente por isso, o Sindicato e outras entidades sindicais informaram a empresa sobre a impossibilidade de comparecer a tal reunião e, apenas um sindicato, esteve presente.
Na ocasião, a Fundação Cesp apresentou duas propostas de plano previdenciário e ficou acertado que seria repassado o mesmo conteúdo às demais entidades que não puderam comparecer.
Já no dia 28, o quer era para ser uma reunião do Grupo de Trabalho Tripartite (sindicatos/empresa/FCesp) para a discussão de uma minuta de proposta de um novo plano previdenciário, que depois seria objeto de negociação entre as partes, virou uma reunião para tomada de decisões.
É que a empresa estava ansiosa para que os representantes da FunCesp repassassem as duas propostas para logo em seguida dar o ultimato aos sindicatos que as deliberassem. Para pressionar ainda mais, a Elektro afirmou que esta seria a última reunião com as premissas dela para a criação do novo plano Contribuição Definida:
Sendo assim, atendendo ao pedido da empresa, a FunCesp apresentou as suas propostas de plano CD geridos pela Fundação. Finalizada a exposição, a empresa insistiu para que os sindicatos deliberassem por uma das duas propostas apresentadas.
As entidades sindicais relembraram que, pelo previamente combinado entre as partes, aquela seria apenas o dia da apresentação de minutas de propostas.
Mais pressão
A Elektro não desistiu de pressionar e solicitou que os sindicatos decidam suas posições até o próximo dia 07 de abril, informando que já tem um plano CD no banco Itaú pronto para ser implementado e, que não precisa de negociação para o encerramento do atual plano.
Todas as entidades sindicais reiteraram que o prazo estipulado pela empresa é insuficiente para análise e deliberação e reafirmaram a disposição na continuidade da negociação.
Foi reforçado ainda que, devido ao cenário de incertezas com as possíveis reformas na previdência oficial do país, há real necessidade de aguardar mais tempo para o fechamento da discussão da plano de previdência dos trabalhadores da Elektro.
A direção do Sinergia CUT avaliará as propostas e decidirá sua posição para poder dar os encaminhamentos necessários. Fique ligado!