CS 2017: Esol apresenta uma “proposta bipolar”

CS 2017: Esol apresenta uma “proposta bipolar”
19 janeiro 17:50 2017 Nice Bulhões, com informações da Secretaria Geral

Assembleias serão realizadas nesta quinta (19) e sexta (20) e será deliberado um plano de luta

 

De um lado, uma proposta com itens econômicos satisfatórios para que a categoria aprove, mesmo com algumas reivindicações não atendidas que passariam a ser desafios para avanços em outras negociações. Do outro lado, condições de trabalho precárias, principalmente em Bragança Paulista, com destaque:

  • Falta de estrutura: Os trabalhadores com atividades de campo não têm as condições básicas, sanitárias e de higiene necessárias na realização de suas tarefas. Eles não dispõem de banheiro químico e muitas vezes comem marmita azeda;
  • Intrajornada/escala: Os trabalhadores relataram que estão trabalhando de domingo a domingo e que a empresa não está respeitando as 11 horas de descanso, conforme prevê a legislação;
  • Desconto de IRRF: Os trabalhadores estão reclamando do desconto do IRRF no vale e pagamento. A empresa informou que isso acontece porque o adiantamento (dia 20) e o salário (dia 05) não caem dentro do mesmo mês subsequente. O Sindicato solicitou que a empresa reveja as datas de pagamento a fim de não prejudicar os trabalhadores. Ela ficou de avaliar o assunto;
  • Pagamento da periculosidade: Os trabalhadores informaram que a empresa não está pagando a periculosidade sobre as Horas Extraordinárias.

Avaliação

Na avaliação do Sindicato, não existe a menor condição para o trabalhador decidir com tranquilidade sobre a proposta final apresentada pela empresa. Do que adianta ter um reajuste se as condições de trabalho são precárias.

A Direção do Sindicato avalia que a proposta econômica apresentada é satisfatória porque repõe a inflação pelo ICV Dieese e reajusta em 13% o vale alimentação, que mesmo assim não equipara com o benefício da distribuidora. Ela isenta os trabalhadores da participação no plano de saúde, porém, encarece quando permite a inclusão de dependentes a um custo muito elevado, pagando 90% da cota de participação.

Sobre a PLR, o Sindicato avalia que houve conquista aos trabalhadores com a implementação dela a partir deste mês, mas, não ficou definido modelo, forma e pior, qualquer valor.

Desde quando o Sindicato assinou o acordo inaugural com a empresa, sempre houve a necessidade de avançar nas garantias do ACT e principalmente melhorar as condições de trabalho, porém denúncias de precarização, como falta de estrutura para armazenar e aquecer marmitas, ausência de banheiro químico, excesso de jornada que não contabiliza a hora extra, o não pagamento de sobreaviso, assédio moral e demissões, são rotineiramente registradas sem providências de solução por parte da empresa.

Plano de luta

O Sindicato realizará assembleias nos locais de trabalho nesta quinta (19) e sexta (20) para suspender a deliberação da proposta final até que seja definida quais as ações urgentes que a empresa deve realizar para melhorar as condições de trabalho. Clique aqui para conferir o boletim distribuído. Portanto, será deliberado um plano de luta, com o objetivo de solucionar essas pendências:

  • 24/01 – 4 horas;
  • 30/01 – 1 dia

Trabalhador, participe da assembleia! Porque…

O que é nosso ninguém tira!

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