Energisa: pendências e PPR em discussão

Energisa: pendências e PPR em discussão
16 dezembro 11:00 2016 Débora Piloni

Sinergia CUT realizará assembleias nos locais de trabalho para deliberação sobre proposta de PPR

No último dia 07, o Sinergia CUT participou de reunião com a direção da Energisa para tratar sobre várias pendências do ACT e também da PPR. Confira os pontos discutidos:

  • Bolsa de Estudos: a empresa informou que não recebeu autorização da matriz na China e que continuará tentando a alcançar a aprovação de uma política de bolsa de estudo até janeiro de 2017.
  • Pagamento das diferenças da Cesp: creditado aos trabalhadores no próprio dia 07/12.
  • Holerites: a CTG não disponibilizou o holerite do mês de novembro aos trabalhadores porque, segundo a empresa, houve alteração no programa que roda a folha de pagamento. A situação já foi regularizada e tudo está corrigido para o mês de dezembro.
  • Hora in Itinere: não houve pagamento de hora in itinere para os operadores e área comercial nas  horas-extras do mês de novembro devido ao problema da folha. Também corrigido e, neste mês será pago novembro e dezembro.
  • Troca de folga: os operadores querem trocar a folga quando necessário, porém não há nenhum procedimento da CTG que garanta essa possibilidade. Segundo a empresa, por ser ponto eletrônico, há dificuldade de atender o pleito dos operadores, devido ao descanso interjornada. O Sinergia CUT reivindicou o estabelecimento de um procedimento, o que a empresa reconheceu. A CTG ficou de definir um critério que será discutido com o Sindicato para solucionar a questão.
  • Reestruturação de cargos: a CTG quando realizou o reenquadramento de cargos e salários, o fez somente na Usina de Jupiá, com o argumento de que o responsável pela Unidade realizou uma descrição de função daqueles trabalhadores, o que não ocorreu na Usina de Ilha Solteira. Nesta unidade, segundo a empresa, o encarregado permaneceu na Cesp, desta forma não houve alguém responsável para cumprir a demanda.Já foi realizada a análise das funções, encaminhada para a sede e, caso a empresa confirme que houve distorções que prejudique os trabalhadores, as mesmas serão corrigidas.
  • Demissões: até o momento ocorreram três demissões, mas segundo a empresa, o quadro já foi resposto até com número superior às demissões.

PPR 2016 / 2017
O Sinergia CUT analisou a proposta apresentada pela empresa na reunião anterior e fez algumas ponderações:

O Sindicato não concorda com o valor equivalente a 1,1 salários nominas, pois a PLR não pode ser verba salarial e deve ter um percentual a ser atingido sobre um indicador. Sendo assim, propôs à empresa 1,5% do Ebitida do salário cheio.

Outro ponto questionado pelo Sinergia CUT foi com relação ao desempenho individual. O Sindicato quer saber como será feita essa avaliação.

Segundo a proposta da empresa, se não for atingido o desempenho (individual ou global) de 85%, o trabalhador não recebe PPR. Da mesma forma, se ultrapassar os 100%, também não recebe o extra. O Sindicato não concorda com nenhuma dessas alternativas.

A CTG informou que a avaliação será feita por unidade (as Usinas separadamente) e não de forma global. O Sindicato também não concorda com esse ponto.

A empresa afirmou que a avaliação para a PPR 2016 será medida de julho a dezembro/16. O Sindicato questionou como está essa avaliação até o momento.

O prazo pedido pela empresa para apurar o resultado final é 31/05/17, para pagamento em junho/17. O Sinergia CUT afirmou que os dois prazos estão muito longos e que quer que sejam antecipados.

Abrangência: a empresa informou em sua proposta que o trabalhador que estiver com auxílio doença superior a 15 dias não fará jus à PPR. O Sinergia CUT não concorda que esses trabalhadores sejam penalizados por esse afastamento involuntário.

Proposta alterada
Após insistência do Sindicato, a empresa decidiu antecipar os prazos de apuração e pagamento constantes no item 6 e  com relação à abrangência, retira a restrição aos trabalhadores afastados por auxilio doença e acidente de trabalho.

Quanto aos demais itens, segundo a CTG, já foram apurados e não será possível alterá-los para os exercícios de 2016  e 2017. Porém, em setembro de 2017, concorda em rediscutir os demais itens para a PPR de 2018.

Sendo assim, o Sinergia CUT levará a proposta para deliberação dos trabalhadores. Participe das assembleias!!!

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