Há mais de um ano Sindicato busca negociar com a empresa para evitar prejuízo aos trabalhadores. Só depois de mesa redonda Furnas aceitou conversar. Rodada ocorre no dia 26
Aconteceu na última quinta-feira (06) mesa redonda na Gerência Regional do Trabalho (GRT) em Campinas referente às denúncias feitas pelo Sindicato quanto ao descumprimento de diversos itens do Acordo Coletivo de Trabalho de Furnas.
Tudo porque, mesmo com grande insistência da entidade sindical desde outubro do ano passado, a empresa não atendeu às solicitações de reunião para discussão dos assuntos, implementando mudanças à revelia do Sindicato.
Denúncias Por ocasião da mesa redonda, foram denunciadas as seguintes irregularidades: ► Alterações por automação, alterações de processo de inovação tecnológica e modificação das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores; ► Alteração de jornada de trabalho com a supressão de turnos e perda remuneratória dos envolvidos; ► Descumprimento da NR 10 no tocante ao trabalho isolado.
Vale ressaltar que a implantação de telecomandos tem sido prática da Eletrobras/Furnas nos últimos anos. Segundo informações que chegaram ao Sindicato, Furnas possui 36 SEs e, de acordo com os planos da empresa, apenas cinco delas não serão telecomandadas.
Réplica Após ouvir as denúncias na GRT, Furnas tentou apresentar explicações para a implementação do telecomando nas subestações, informando que tem efetuado as adequações necessárias por exigências mercadológicas. Segundo os representantes da empresa, Furnas tem negociado diretamente com seus trabalhadores os ajustes que necessita realizar e que, mesmo com as alterações, não têm ocorrido perdas para os envolvidos. Mais: a empresa nega descumprir a NR 10.
Negociação Apesar do impasse criado, houve consenso em iniciar um processo de negociação e foi determinado um prazo de 60 dias para que empresa e Sindicato negociem diretamente, com o compromisso de posicionamento aos autos sobre o resultado das reuniões. Uma primeira rodada foi marcada para o próximo dia 26. Fique ligado!
UMA LONGA HISTÓRIA Tudo começou em setembro de 2014 quando, sem qualquer aviso e muito menos negociação com o Sindicato, Furnas passou a telecomandar a S/E Campinas reduzindo de 03 para 01 o número de operadores por turno. Essa medida contraria normas de segurança, dentre elas a NR 10, além de descumprir o Acordo Coletivo Nacional.
Assim que tomou conhecimento do fato, o Sinergia CUT entrou em contato com a empresa na tentativa de iniciar uma negociação. Em outubro de 2015, foi enviada uma carta à direção de Furnas, que não deu qualquer retorno.
Já em março deste ano de 2016, o Sindicato mandou nova correspondência sendo que, desta vez, a empresa encaminhou resposta, porém, sem qualquer definição ou solução para o problema.
Para piorar a situação, Furnas passou a transferir trabalhadores unilateralmente, fechou postos de trabalho e a informação que chegou ao Sinergia CUT foi que a subestação seria completamente desassistida a partir deste mês de outubro.
Sendo assim, não restou outra alternativa ao Sinergia CUT que não fosse procurar a Gerência Regional do Trabalho (GRT) de Campinas.