Empresa insiste em não repor a inflação do período.Trabalhadores participam de assembleias deliberativas entre os dias 06 e 16
Foram seis horas de debates, entre idas, longos intervalos e vindas. Assim aconteceu a 6ª rodada de negociação com a Elektro no último dia 01, ocorrida após mediações da Gerência Regional e Procuradoria Regional do Trabalho de Campinas, provocadas, respectivamente, pelo Sinergia CUT e Sindicato dos Engenheiros.
Nessa rodada do dia 01, de avanço mesmo, muito pouco foi apresentado na mesa, e mesmo assim, porque o Sindicato foi novamente incisivo, reiterando a pauta da categoria com a reivindicação de, no mínimo, a reposição da inflação para salários e demais benefícios.
Porém, apesar de mexer no reajuste (em apenas 0,6% somente em janeiro/2017) e alterar a Base Mensal 200 horas, para o Sindicato a proposta apresentada pela empresa continua sendo insuficiente e injusta, já que não repõe nenhum índice de inflação do período.
“A empresa pode dar mais sim! A despeito do que ela possa alardear, existe no ACT vigente uma verba de 1.2% da folha do salário destinada a movimentação de pessoal, que, ao invés de privilegiar uns poucos e seletos ‘colaboradores’, pode ser dividido entre todos, porque todo o time merece”, afirma a direção do Sinergia CUT.
“E isso, sem contar os R$ 371 milhões de dividendos distribuídos aos acionistas referentes a 2015 e mais R$ 104 milhões como antecipação em 13 de julho deste ano!”, completam os sindicalistas.
BASE MENSAL 200 HORAS Trata-se do pagamento/cálculo das horas extras tendo como base o divisor 200 horas (regime efetivamente praticado) e não 220 horas (divisor aplicado pela empresa) para trabalhadores do horário comercial.
Essa redução na base de cálculo da hora extra faz parte da pauta de reivindicações dos trabalhadores. Durante anos, o Sinergia CUT tentou negociar com a empresa para legalizar o pagamento. No entanto, com a intransigência da Elektro, não restou alternativa senão entrar com ação judicial em dezembro de 2012.
Agora, na negociação da Campanha Salarial 2016, o Sindicato conseguiu fazer avançar esse ponto para todos os trabalhadores, independente da base sindical.
Pela proposta, a Elektro aplicará o divisor 200 horas, sem prejuízos aos processos judiciais existentes. Ou seja, a proposta garante o pagamento correto (base 200) a partir de janeiro de 2017. Caso o processo do Sindicato seja julgado procedente, retroagirá mais cinco anos da data em que foi impetrada a ação na justiça para a sua base territorial.
ASSEMBLEIAS e GREVE Com tudo isso, o Sinergia CUT realizará assembleias deliberativas nos locais de trabalho entre esta terça (06) e o próximo dia 16.
Caso a proposta seja rejeitada, a greve por tempo indeterminado deverá ser retornada a partir do dia 22 de setembro.
O momento é de união, reflexão e participação! Porque… O QUE É NOSSO NINGUÉM TIRA!
PROPOSTA INJUSTA
• Reajuste: 8% nos salários e benefícios em junho de 2016 e 0,6% em janeiro/17 • VA/VR e Cesta: 12% com redução de 0,5% na participação da tabela e valor de R$ 1,00 para a faixa salarial até R$ 1.680,00 • PLR 2016: R$ 740 milhões • PLR 2017/2018: R$ 760 milhões • Vigência: até 2020 • GoodCard: de R$18 para R$ 25,00 • Plano de Carreira da linha viva em outubro/16 • Redução da jornada de trabalho com alteração da base mensal 200hs em janeiro de 17 sem prejuízo à ação judicial em andamento.
O QUE MUDOU? Comparando-se a proposta anterior – rejeitada em assembleias pela maioria dos trabalhadores – pouca coisa mudou com a proposta acima.
Em resumo, a nova proposta acrescentou apenas 0,6% em janeiro do ano que vem. Continua não repondo nenhum indicador de inflação, estando bem longe do 9,44% (ICV Dieese).
Outra mudança na proposta e que foi conquistada pelo Sindicato é a redução da jornada de trabalho com base mensal 200 horas para todos os trabalhadores.
Para o Sinergia CUT, a proposta continua insuficiente e injusta!
Relembre a história da Campanha Salarial 2016 dos trabalhadores da Elektro clicando aqui .