Modelo de transição é mantido diante do impasse na discussão de um novo formato. Com isso, fica garantido a pagamento da antecipação em setembro
No último dia 16, a CPFL apresentou os percentuais de cada indicador para cálculo dos valores da Participação sobre Lucros e Resultados (PLR) 2016. Houve um impasse na discussão de um novo modelo, que vem sendo solicitado pelo Sinergia CUT desde 2013.
Os sindicatos conseguiram com que a empresa garantisse o modelo de transição firmado nas negociações de 2015. Foi a primeira e única reunião, mesmo com a insistência do Sindicato em colocar o assunto em pauta durante as negociações do ACT 2016.
Assinar o acordo de PLR como está é a melhor alternativa, segundo a avaliação do Sindicato, diante da provável demora no pagamento se o caso for encaminhado à Justiça.
É preciso salientar que nesse modelo de transição há pequenos avanços no percentual referente às metas que podem aumentar um pouco a possibilidade de ganhos. Além disso, com a assinatura do acordo de PLR 2016 até a primeira semana deste mês, fica garantido o pagamento da antecipação, na segunda quinzena de setembro, no valor de R$ 3.063,70, limitado a dois salários, sem correção do ACT 2016 que ainda está em aberto na CPFL PPGB.
Como o Resultado do Serviço (RS) do primeiro semestre de 2016 foi maior (R$ 738.380,0 milhões) em relação ao de 2015 (R$ 671.387,0 milhões) na CPFL PPGB será pago 100% da antecipação. Além disso, o percentual do RS (veja quadro abaixo), que financia a PLR, foi elevado, representando um avanço.
Elevação do RS As negociações de 2015 não foram diferentes as deste ano. Diante do impasse, foi apresentado pela empresa a proposta para PLR 2016 de elevação do percentual do RS de 1,4% para 1,5%, sendo 1,11% a ser distribuído na proporção de 1 a 4 salários e 0,39% condicionado ao atingimento de metas, podendo variar de 80% a 120% do valor vinculado ao cumprimento dessas metas que são medidas por CNPJ: CPFL Paulista e CPFL Piratininga (DEC, FEC e FER), CPFL Brasil (Refaturamento, número de clientes e número de fornecedores) e CPFL Geração (DISP, IAI e IASGR) que foi aprovado junto com o ACT de 2105, ficando para discutir os percentuais de cada indicador.
CPFL Paulista e Piratininga Com relação às metas da CPFL Paulista e Piratininga, o Sindicato pleitou que fossem considerados os indicados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e não as metas internas da empresa. Para este ano, o índice da DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) da Paulista e da Piratininga será para o indicador de 80% da meta de 100% da Aneel, o que significa um pequeno avanço. As demais metas (FEC e FER) são gerenciais da empresa. PLR 2017 Tão logo feche o acordo deste ano, a CPFL concordou formalmente em inciar as discussões para a PLR 2017 de forma a contemplar o novo modelo, incluindo valores, metas e forma de distribuição.
Regras da PLR 2016
☑ Manutenção para 2016 das regras estipuladas para a PLR de 2015, passando de 1,4% sobre o Resultado do Serviço para 1,5%, sendo que 1,11% atrelado somente ao Resultado do Serviço e 0,39% ao atingimento da meta adicional;
☑ Manutenção dos mesmos indicadores de 2015 (DEC, FEC e FER) para a CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Geração e CPFL Brasil, com novas metas para 2016.