Depois da luta e unidade, a hora é de deliberar sobre a proposta da empresa nas assembleias que acontecem até a próxima segunda-feira (15)
Os trabalhadores da CPFL Jaguariúna reafirmaram que quem sabe faz a hora, não espera acontecer, pois, com a greve, escreveram uma importante página na sua história, confirmando que só a luta vence. Foi revestido desse espírito que durante esses quatro meses não arredaram pé daquilo que acreditam e lutaram avidamente por melhores condições de trabalho, recomposição do salário, melhorias na PLR e o tão sonhado aumento do piso. O resultado veio na última segunda-feira (08), com reunião extraordinária pela manhã e audiência à tarde na Justiça do Trabalho.
Agora, os trabalhadores é que decidem. Para tanto, serão realizadas assembleias nos locais de trabalho até a próxima segunda-feira (15). Na ocasião, será deliberada sobre a cobrança de taxa negocial. Caso a proposta seja aprovada, o pagamento das diferenças salariais retroativas ao mês da data-base (abril), será feito no próximo dia 24. Participe!
Reunião Extraordinária Na reunião ocorrida na parte da manhã da última segunda (8), após intenso debate, a CPFL Jaguariúna apresentou a seguinte proposta, que foi encaminhada para discussão no Tribunal:
1. PLR: a) Reajuste de 9,39% nos valores das metas técnicas b) Reajuste nos valores da tabela de resultado de serviço em 9,39% c) Para o caso do DEC-i, FEC-i e DIC/FIC/DIMIC/DICRI mensurar o período de 6 meses, ou seja, de julho a dezembro de 2016; DEC-i = 4,28% FEC-i = 3,32% DIC/FIC/DIMIC/DICRI = R$ 283.870 d) Manutenção dos demais indicadores e respectivas metas, conforme apresentadas na última reunião;
2. Reajuste dos salários com o índice de 9,39% a partir de abril/16, exceto para os ocupantes dos cargos executivos de diretores e gerentes, que terão regras próprias; 3. Reajuste do piso salarial com 16,16%, passando de R$ 1.110,50 para R$ 1.290,00; 4. Reajuste do auxílio creche e da linha de corte para recebimento do Vale Alimentação, transferência de local de trabalho, com o índice de 9,39% a partir de abril/16. Ficam fora dessa proposta o Vale Alimentação e o Vale Refeição, cujas regras de reajuste de valores e condições de fornecimento já foram definidas e negociadas na data base de 2015, além da gratificação de férias; 5. Reajuste do valor do Vale Natal passando de R$ 120,00 para R$ 138,00, sem atrelar esse item no Acordo Coletivo de Trabalho; 6. Manutenção das cláusulas e condições dos Acordos Coletivos anteriores. No caso de aprovação da proposta, o pagamento das diferenças salariais relativas aos meses de abril, maio, junho e julho/16, se dará em 24 de agosto.
Os representantes dos sindicatos informaram que a proposta acima poderia ser levada para deliberação da categoria desde que a CPFL Jaguariúna reavaliasse os seguintes pontos:
• Retornar a proposta feita pela empresa no decorrer das negociações, o limite de atingimento da meta Resultado do Serviço para R$ 57.500 milhões; • Definir a faixa de atingimento dos indicadores da PLR de 80% a 105%, ao invés de 90% a 105%; • Reajuste da gratificação de férias com 9,39%.
Após um intervalo, a empresa ofereceu o ajuste nos seguintes itens:
• Definir a taxa de atingimento dos indicadores da PLR de 80% a 105%, ao invés de 90% a 105%, como proposto pelos sindicatos; • Reajuste da gratificação de férias com 5%, passando dos atuais R$ 1.838,21 para R$ 1.930,12.
O Sindicato fez considerações sobre a proposta e de forma acertada, posicionou-se somente na audiência, que ocorreu a seguir.
Terceira audiência A alteração realizada nesta audiência referiu-se à faixa dos indicadores de resultado de serviço, adicionando a faixa de R$ 56.250,00 na coluna resultado de serviço, que implica no valor de PLR de R$ 3.415,10.
Além disso, ficou definido que o um dia e meio de greve será objeto de compensação de 50% a ser realizada ate 31 de dezembro próximo.
A estabilidade no trabalho será de 30 dias, a contar do retorno ao trabalho.
Definiu-se ainda prazo de 48 horas para as empresas inserirem no Processo Judicial Eletrônico (PJE), cópia da Ata de Reunião Extraordinária, ocorrida no período da manhã.
Greve histórica Depois de a empresa encerrar de forma intransigente as negociações e amedrontar os trabalhadores para aprovar a proposta apresentada na 5ª e última rodada de negociação, ocorrida em maio deste ano, os trabalhadores rejeitaram o ACT proposto, que apresentou problemas, como desconto de 1,21% nos salários e vários retrocessos em direitos adquiridos. Essa rejeição se deu nas urnas para resguardar a integridade dos trabalhadores.
Com isso, os trabalhadores realizaram uma greve histórica, que somente foi interrompida após um dia e meio, quando o Sindicato tomou conhecimento de que a empresa havia entrado com dissídio de greve, com agendamento de audiência para o dia 11 de julho deste ano. Após consultados, os trabalhadores, de forma responsável, deliberaram por permanecer em estado de greve para aguardar o resultado da mesma. Depois disso, mais duas audiências foram realizadas sem se chegar a um acordo até chegar na última segunda-feira (8).
Trabalhador, participe das assembleias deliberativas… porque…
O que é nosso ninguém tira!