A partir desta quinta (28), trabalhadores deliberam sobre permanecer em estado de greve até o dia do julgamento, marcado para 10 de agosto. Porque… contra intransigência, ação!
Terminou sem acordo a audiência de dissídio de greve ocorrida na quarta-feira (27), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas, que tratou também sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho dos trabalhadores da CPFL PPGB (Paulista, Piratininga, Geração e Brasil). A direção da empresa decidiu manter na audiência a sua proposta econômica que já havia sido rejeitada pelos trabalhadores em assembleias. Sendo assim, não houve consenso. O desembargador Lorival Ferreira dos Santos marcou o julgamento do dissídio para 10 de agosto.
Nada de acordo Com a prática de reduzir o mínimo para se chegar no mínimo, a CPFL PPGB tentou manter a sua proposta econômica durante a audiência. E usou a argumentação de que essa proposta já foi aprovada por outros sindicatos: 9,32% de aumento salarial e de benefícios; correção do Vale-Natal em 15%; e 2 anos vigência do ACT vinculado ao IPCA.
Já os dirigentes do Sinergia CUT (Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de SP) reiteraram a pauta dos trabalhadores: reajuste nos salários de 9,44% mais 3% de aumento real; reajuste no Vale Alimentação e Refeição (VA/VR) de 11,36% mais aumento real; vigência de 02 anos para o ACT, sem vincular a correção de 2017; e manutenção das demais cláusulas do Acordo.
O Sindicato, que representa aproximadamente 80% dos trabalhadores da CPFL PPGB, rechaçou mais uma vez a proposta da empresa porque já foi rejeitada em assembleias ocorridas durante a greve do dia 25 passado e manteve a posição de que é necessário atender a pauta de reivindicação dos trabalhadores.
Sem concordância entre as partes, o desembargador agendou a audiência de julgamento e concedeu prazo de 48 horas para a CPFL PPGB se manifestar e depois o mesmo prazo para o Sinergia CUT.
Greve, marco histórico A greve dos trabalhadores na última segunda-feira (25) foi um marco para os energéticos do Estado de São Paulo. O movimento paredista foi uma reação à intransigência da holding nas negociações da Campanha Salarial 2016 (relembre essa história clicando aqui).
A data-base da categoria é 1º de junho. O fato de ter sido suspensa e de ter sido mantido o estado de greve para esperar a audiência do dia 27 foi considerada uma atitude de “sensatez e sensibilidade” pelo desembargador.
Por ocasião da audiência, o Sindicato lembrou que é cultura da entidade esgotar a negociação, evitando que a discussão chegue até o TRT. “O Sindicato está sempre aberto ao diálogo”, afirmam os dirigentes sindicais.
Para o Sinergia CUT, a CPFL PPBG tem condições financeiras de atender às reivindicações da categoria. A prova disso é que a holding vem anunciando aos quatro ventos que estuda fazer aquisições no setor elétrico.
Estado de greve Diante desse cenário, o Sindicato realiza a partir da manhã desta quinta (28) assembleias deliberativas em todas as localidades da CPFL PPGB em que a direção do Sindicato discutirá com os trabalhadores a continuidade do estado de greve até o julgamento do dissídio. Participe!
O QUE É NOSSO NINGUÉM TIRA!