Justiça do Trabalho intervém na mobilização dos trabalhadores e categoria decide em assembleia suspender a greve e permanecer em estado de greve até a realização da audiência de conciliação, marcada para esta terça (26)
Insatisfeitos com a gestão da Eletrobras, com a precarização das condições de trabalho e o não reconhecimento do seu pessoal, os trabalhadores de Furnas montaram trincheiras contra a proposta do governo em apostar no “quanto pior, melhor”. Assim, deliberaram pela rejeição da proposta apresentada na última rodada de negociação e mantiveram a greve a partir do último dia 18.
Porém, mal intencionado e sem argumentação para contrapor a posição dos trabalhadores, o governo oficializou dissídio coletivo de greve no dia 21 passado, em Brasília, sendo o processo despachado pelo Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Por tutela antecipada, o ministro determinou o retorno ao trabalho de 65% do quadro e multa de R$ 75.000 por dia caso haja desrespeito à decisão judicial. Ficou agendada para esta terça-feira (26), às 14h, uma audiência de conciliação.
Assembleias Diante desta decisão do TST, em que a Justiça do Trabalho interviu na organização dos trabalhadores e, não cabendo recurso neste momento, a direção do Sinergia CUT realizou assembleias na manhã desta segunda-feira (25) para que os trabalhadores das localidades de Furnas pudessem deliberar sobre a suspensão da greve e manutenção do estado de greve até a realização da audiência de conciliação.
Depois dessa audiência, novas assembleias deliberativas serão realizadas em toda a base.
O QUE É NOSSO NINGUÉM TIRA!