CS 2016: proposta da Elektro é insuficiente!

CS 2016: proposta da Elektro é insuficiente!
13 julho 09:06 2016 Débora Piloni

Atualização em 01/08/2016:

Após ter sido rejeitada a proposta na mesa, durante a quarta rodada de negociação ocorrida há quase um mês (05/07), o Sindicato enviou duas cartas à empresa insistindo para reabrir as negociações. E a 5ª rodada de negociação foi então agendada para a próxima quinta-feira (04), às 10h. Fique ligado!

Abaixo, matéria divulgada em 13/07

Grana tem. O que não se tem é a vontade da empresa em fazer justiça com os trabalhadores, reconhecendo o valor de cada um e apresentando uma proposta digna de ACT. Reajuste salarial proposto sequer repõe a inflação do período. Prejuízo!

No último dia 05, por ocasião da quarta rodada de negociação entre Elektro e sindicatos, a empresa apresentou o que chamou de proposta definitiva e imexível: 8% nos salários e demais benefícios; 12% nos benefícios de VA/VR/Cesta; e fixação do piso da PLR 2016 em R$ 740 milhões.

A proposta foi rejeitada por todos os sindicatos. E a intransigência da empresa permaneceu mesmo após um imenso esforço das entidades sindicais no sentido de mostrar para a Elektro de que há grana sim na empresa para uma proposta com números melhores: os sindicatos propuseram utilizar a verba de movimentação de pessoal, previsto na cláusula terceira do ACT vigente, que  garante o percentual mínimo de 1,2% da folha de salário de junho/16. Isso permitiria que o reajuste dos salários e benefícios superassem os 8% apresentado pela empresa, recompondo a inflação do período com um pequeno ganho real totalizando 9,84% (8% + 1,2% + 0,64% = 9,84%. Vale ressaltar que o 0,64% se refere à diferença entre os 12% propostos pela empresa para o VA/VR/Cesta e inflação dos alimentos no período). A empresa rejeitou essa hipótese.

O reajuste dos salários e demais benefícios proposto pela Elektro está muito aquém da inflação do período. Lembrando que a pauta aprovada pelos trabalhadores tem 56 itens que podem ser melhorados e o índice de reajuste reivindicado é o do ICV-Dieese (9,44%) mais aumento real, o que totaliza 12,72%.

Simulando cálculos
Só para se ter uma ideia: considerando um salário médio da Elektro que é de R$ 2.500,00 reajustado com os 8% propostos pela empresa, o valor passa para R$ 2.700. Se reajustado pelos 9,44%, esse salário passa a R$ 2.736,00. Ou seja, R$ 468,00 a mais no ano apenas no salário, sem contar  os reflexos no FGTS, férias, HE, etc.

Sobre o reajuste nos benefícios de VA/VR/Cesta, a proposta apresentada  (12%) repõe a inflação do período com aumento real, porém, ainda está aquém da pauta de reivindicações.  Vale ressaltar que o valor diário para refeição está há muito tempo congelado em R$ 18,00.

Para os acionistas, tudo! E para os trabalhadores???

“A proposta da Elektro de 8% não atinge nenhum indicador de inflação do período e, portanto, a melhor empresa para se trabalhar está muito aquém das demais do setor que tem a mesma data-base”, afirma a direção do Sinergia CUT.
Vale destacar ainda que a empresa nunca tem disposição para a discussão da cláusula 47ª, que tem o piso salarial como primeiro item a ser discutido. Outro debate que está na pauta dos sindicatos é a prorrogação do ACT que tem vigência até 2019.

Por tudo isso a proposta que a empresa insiste em dizer que é a final foi rejeitada por todas as entidades sindicais  que reiteraram que o índice de reajuste nos salários e demais benefícios está bem abaixo dos índices inflacionários.

O que o Sinergia CUT e demais sindicatos querem na defesa dos direitos dos trabalhadores é a continuidade do diálogo, com a reabertura das negociações da Campanha Salarial. Porque… o que é nosso ninguém tira!

(Para saber mais sobre a quarta rodada clique aqui.)


 

PLR: pagamento garantido para final de julho

É isso mesmo! Independente do andamento das negociações da Campanha Salarial 2016, o pagamento da 1ª parcela da PLR 2016 no valor de R$ 1.500,00 + 27% da Remuneração (Salário Base, Adicional de Tempo de Serviço e Incorporações de Acordos Judiciais), está garantido e será efetuado no final desse mês de julho, juntamente com o pagamento de salário.

E vale ressaltar que agora, passado quase um ano de negociações, a empresa afirmou que tem grana para colocar na PLR. Nesse caso, o Sindicato vai ao debate, pois não basta garantir o mesmo piso de 2015 (R$ 740 milhões). É preciso melhorar. Há tempo para negociar, já que o ACT garante a discussão da PLR até o mês de novembro.

O que já foi negociado
Sobre a PLR, vale ressaltar que foram 11 rodadas de negociação, que duraram mais de nove meses, sendo a última realizada em 18 de junho, garantindo para os anos 2015 a 2017 os seguintes patamares:

• PLR 2015: R$ 740 milhões
• PLR 2016: R$ 700 milhões (agora a empresa apresentou R$ 740 milhões).
• PLR 2017: R$ 740 milhões, sendo que as negociações transcorrem até novembro.

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