Empresa suspende 4ª rodada de negociação, em 7 de julho próximo, para pressionar categoria a não se mobilizar e CNE mantém mobilização nos dias 4, 5 e 6 de julho
Para surpresa de todas as entidades sindicais, a Eletrobras suspendeu a formalização da proposta de viabilidade de pagamento da PLR-2015 e também o agendamento da 4ª rodada de negociação do ACT, previsto para o próximo dia 7 de julho. O motivo foram as paralisações referendadas por parte dos trabalhadores de algumas empresas do Sistema Eletrobras, no exercício legítimo de autonomia. Na base do Sinergia CUT, as paralisações ocorreram entre os dias 28 e 29 de junho.
O cancelamento das negociações por parte da Eletrobras veio por meio de fax enviado ao Coletivo Nacional dos Trabalhadores (CNE). Vale ressaltar que a paralisação deste final de junho foi uma decisão da base e a do indicativo proposto pelo CNE, já referendado pelos trabalhadores, está prevista entre os dias 4 e 6 de julho (72 horas).
A Eletrobras numa atitude autoritária e irresponsável quer a suspensão do movimento para retomar as negociações. Acontece que, na verdade, a empresa ainda não negociou e quer empurrar goela abaixo um ACT que arrocha salários e benefícios ao mesmo tempo que aponta para a privatização. Os trabalhadores fizeram a sua parte e apresentaram uma proposta de Aditivo ao Acordo. A empresa, por outro lado, faz-se de vítima e implanta o terrorismo.
Será que a holding acha que apresentar uma contraproposta de 5% de adiantamento para um ACT de dois anos sem garantir a inflação do período e ainda alterando a data-base deve ser aceita pelos trabalhadores, que têm superado desmandos e descalabros administrativos da empresa em manter o sistema em funcionamento? “Os trabalhadores não podem ser penalizados”, afirma a direção do Sinergia CUT.
Desmonte Com uma política de gestão temerária ao longo dos últimos anos, a gigantesca do setor energético agoniza. Apostando na política de “quanto pior, melhor”, a direção da Eletrobras tenta jogar a conta para o trabalhador. No ano passado, por exemplo, Furnas fez uma drástica redução no quadro de pessoal, num intenso processo de reestruturação, lançando inclusive, planos de demissão incentivada.
Agora, se não bastasse todo esse descaso que vem ocorrendo durante as negociações do ACT, ainda é preciso conviver com a ameaça real de privatização lançada aos quatro ventos pelo governo provisório Temer (leia mais sobre esse assunto clicando aqui).
“Os índices operacionais da empresa estão acima do esperado o que mostra o comprometimento de todos seus trabalhadores, e para podermos alcançarmos este resultado, então, não abriremos mão do que é nosso!”, afirmam os dirigentes do Sinergia CUT. Por isso, é preciso lutar! Porque…
…O que é nosso ninguém tira!