Logo no início da terceira rodada de negociação entre o Sinergia CUT e a BTobace, ocorrida no dia 09 passado, a empresa novamente veio com o mesmo discurso de que perdeu o serviço para a CPFL Serviços, o que reduzirá drasticamente o tamanho da empresa até 2018, prazo de encerramento do contrato com a CPFL.
Segundo ela, um outro fator impede a empresa de melhorar a proposta final: a alteração unilateral da CPFL referente ao mês de reajuste do contrato. Isso porque, até 2014 o mês era maio e, em 2015, o reajuste foi feito no mês de outubro. De acordo com os representantes da BTobace, não houve compensação pelo período sem reajuste (maio a setembro). Detalhe: esse novo calendário se tornou definitivo por intransigência da CPFL, que nega qualquer forma de compensação do período sem reajuste.
E quem vai pagar o pato? Trabalhadores não! O Sinergia CUT ressaltou na mesa que os trabalhadores não podem pagar o preço pelas alterações ocorridas no contrato. “E quanto à redução do tamanho da empresa deixamos claro, que mesmo que restarem poucos trabalhadores – hoje são aproximadamente 500 -, esses têm que ter proteção de seus salários e benefícios”, defendeu a direção do Sinergia CUT na mesa.
O Sindicato reivindicou melhoria na proposta feita na rodada anterior e, após intervalo solicitado pela empresa, foi apresentada a seguinte proposta:
As demais reivindicações foram recusadas pela empresa, que afirmou não ter mais espaço nenhum para melhorar e informou que é a sua proposta final.
Assembleias O Sinergia CUT entende que a proposta de reajuste para os salários e benefícios parcelados não repõe a inflação do período (ICV), pois gera uma perda de 0,73%. Portanto, a direção encaminhará pela rejeição da proposta com o objetivo de reabrir o processo de negociação e tentar avançar na mesa de negociação.
Nas assembleias, também será encaminhada para deliberação a aprovação de um plano de luta, caso a empresa não reabra o processo de negociação:
Participe! O que é nosso ninguém tira!