Aconteceu na última segunda-feira (30) a primeira rodada de negociação da Campanha Salarial 2016 entre a Duke, o Sinergia CUT e outros sindicatos. A empresa iniciou a negociação garantindo a data-base e apresentou um quadro com os principais itens praticados nos Acordos Coletivos das principais empresas de mesma data-base, bem como uma síntese de algumas cláusulas das pautas dos trabalhadores.
Segue abaixo a proposta apresentada pela empresa para o ACT 2016/2018:
• Vigência: 2 anos • Reajuste de salários e benefícios: 8,5% • PLR: 1,15% do lucro líquido, sendo 60% igual para todos e 40% da diferença do salário. • Auxílio Refeição: R$ 1.114,87 (desconto de 0,1% a 7,5% de acordo com faixa salarial) • Auxílio Alimentação/Cesta/Lanche matinal: O trabalhador poderá optar por receber 100%, 30% ou 20% do valor do VR a título de VA. • Transferência: 2 salários limitados a R$ 10.000,00. Ressarcimento das despesas com transporte, 14 dias de hotel conforme acordo com o gestor. • Auxílio Previdenciário/Complementação: do 1º mês de afastamento ao 12º complemento de 100%. Até 12 meses de afastamento com direito a VR/VA. • Bolsa de Estudos: 80% limitado a R$ 600,00 (mensal) – não faz parte do acordo. • Auxílio Creche: R$ 773,12 (Pago para pais com filhos excepcionais até 14 anos) • Menor Aprendiz: 1 salário mínimo + PLR + bolsa de estudos + saúde e integração social. • Horas extras: 50% dias normais / 100% sábados domingos e feriados. • Gratificação de férias: Valor fixo de R$ 2.694,82 e um valor variável equivalente a 40% da diferença entre o salário total e o referido valor fixo. • Função acessória: R$ 16,51 dia. • Adicional de turno: 5% para os empregados que trabalhem em caráter de regime de turno ininterrupto de 24 horas em sistema de revezamento.
Na ocasião, o Sinergia CUT destacou outros itens da pauta dos trabalhadores que não foram contemplados na proposta da empresa e, solicitou que os benefícios concedidos fora do ACT sejam incorporados aos salários (bolsa de estudos/manutenção do PMC, programa de bônus e rateio da Fundação Cesp assumido pela empresa).
A entidade ainda pediu que o percentual de rotatividade da cláusula de gerenciamento de pessoal seja reduzido e que haja alteração na forma de divisão da PLR, para 70% igual para todos e 30% da diferença do salário. Outras solicitações foram o retorno do ATS, a inclusão de cláusula de Plano de Cargos e Salários e a utilização do índice de alimentos do Dieese para o reajuste dos benefícios de alimentação.
Os dirigentes sindicais também ressaltaram que a forma de pagamento da periculosidade para motoristas deve ser revista, e por fim, pleitearam uma definição sobre os operadores que estão trabalhando em turno isolado.
A proposta foi rejeitada. Nova rodada agendada para o dia 16 de junho próximo, às 10h, em São Paulo.
O que é nosso ninguém tira!