Mobilização de um dia na Energisa: trabalhadores rejeitam a proposta da empresa
Após ter sido a proposta da empresa rejeitada por 97% dos trabalhadores e, sem reabertura das negociações, não resta outra alternativa à categoria: greve a partir de segunda-feira (23)
Por avanços nas negociações da Campanha Salarial 2016, trabalhadores das empresas do Grupo Energisa iniciam greve por tempo indeterminado na manhã de segunda-feira (23). Esta é a segunda etapa do plano de luta aprovado pela categoria. No último dia 16, sobrou energia e indignação aos trabalhadores da empresa que participaram da mobilização de um dia em 22 localidades.
Na ocasião, a proposta final apresentada pela Energisa durante a quinta rodada foi rejeitada por maioria esmagadora dos trabalhadores (97%).
Nossa luta! Assim, a companheirada exigiu mais respeito e responsabilidade dos negociadores da empresa, visando a reabertura das negociações e uma proposta digna, com a retirada da cláusula banco de horas e a melhoria do índice de reajuste do VA/VR.
O Sindicato, então, solicitou mesa redonda na Gerência Regional do Trabalho visando a reabertura das negociações. Uma audiência foi marcada para quinta-feira (19), em Bragança Paulista. Porém, a empresa não compareceu, alegando impossibilidade em participar. Outra audiência foi agendada para hoje pela manhã (20), em Presidente Prudente. Novamente, a empresa esteve ausente.
Práticas antissindicais Ciente de que a categoria está unida e mobilizada na luta por um acordo justo, e que sem a reabertura de negociação a greve é uma realidade, a Energisa vem jogando pesado na tentativa de desmobilizar a base. Para isso, vem se utilizando de práticas antissindicais.
Na semana passada, por exemplo, a empresa coagiu trabalhadores a antecipar o início da jornada saindo com os veículos operacionais mais cedo. E, durante a mobilização de um dia, forçou o retorno de leituristas ao trabalho sob ameaça de demissão.
Greve neles! Por tudo isso, é de extrema importância que a categoria se mantenha mobilizada com disposição para a luta nesta greve.
“ A Energisa quer atrelar o processo de negociação do ACT à implementação do banco de horas que, para o Sindicato, está fora da pauta dos trabalhadores. Para conquistarmos uma proposta que atenda às reivindicações da categoria, temos que lutar. Todos em greve!”, afirma a direção do Sinergia CUT.
Porque… O QUE É NOSSO NINGUÉM TIRA!