CS 2016: primeira rodada da Cesp fica sem proposta

18 maio 10:40 2016 Débora Piloni

Ocorreu nesta terça-feira (17), a primeira rodada de negociação da Campanha Salarial 2016 entre a Cesp, Sinergia CUT e demais entidades sindicais. Não houve apresentação de proposta, porém, o presidente da empresa Mauro Arce, presente à reunião, afirmou que está disposto a negociar os seguintes pontos:

  • Reposição salarial pelo IPCA ou Fipe (preferencialmente o menor)
  • Cláusula de Gerenciamento de Pessoal. Neste item, Mauro Arce informou que, na audiência que ocorrerá no próximo dia 23, referente ACT 2015, essa cláusula será prorrogada até 31/05/2016.
  • Rotatividade. O presidente da Cesp quer alterar a rotatividade que está na cláusula atual (2,5%), alegando não ter a mesma receita devido à venda das Usinas de Ilha Solteira e Jupiá. Segundo ele, o quadro da empresa está inchado. Caso o Sindicato/trabalhadores não concordarem com a flexibilização desse percentual, ele afirmou que fará uso do CAPUT, que prevê que, em dificuldade financeira, a empresa tem a prerrogativa de demitir.
  • Sucessão trabalhista. Mauro Arce disse que não abrirá mão do processo até o final.

 

Contrapartidas

Com relação ao índice econômico, o Sindicato ressaltou que, na pauta dos trabalhadores, a solicitação é pelo índice do ICV Dieese, com um aumento real de 3%, e que, historicamente, a empresa sempre trabalhou com o índice da Fipe. Como esse ano a Fipe é o maior índice, a empresa apresenta agora o IPCA. “Não aceitaremos a isso”, afirma a direção do Sinergia CUT.

Sobre a política de emprego, o Sindicato entende que, como o número de trabalhadores da Cesp foi reduzido em sua base, o percentual de rotatividade tem que reduzir para 0% da cláusula, ou seja, é preciso ter 100% de garantia.

Quanto à sucessão trabalhista, o Sinergia CUT se posicionou dizendo que também tem ação na justiça e solicitou tutela antecipada. Na Audiência do dia 12 de maio a juíza apresentou uma proposta à CTG e um prazo até esta quinta-feira (19), quando as partes deverão se manifestar em nova audiência.

Além disso, o Sinergia CUT cobrou uma solução de forma definitiva para a PRR dos trabalhadores da hidrovia. Isso porque, em todos os anos, o Sindicato entra com ação judicial para garantir o direito dos trabalhadores. A empresa reafirmou que este pessoal não tem comissionamento porque presta serviço para a Secretaria de Transporte e, por isso, não tem direito à PRR.

Por fim, o Sinergia CUT ressaltou que foi entregue à empresa uma Pauta de Reivindicações com diversos itens e quer discuti-la na sua totalidade.

A segunda rodada ainda será agendada. A previsão é que ocorra até a primeira semana de junho. Fique ligado!

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