Assembleias deliberativas ocorrem a partir desta terça (17) até a próxima quinta-feira (19). Trabalhador, participe!
O jogo duro está aí. Dinheiro não falta. O que falta, é o respeito nas negociações da Campanha Salarial na CPFL Jaguariúna. No último dia 05 aconteceu a quinta rodada de negociação entre a empresa e o Sinergia CUT. Na ocasião, a empresa apresentou a seguinte proposta:
• Reajuste salarial: 8,18% a partir de abril/2016, exceto para os ocupantes dos cargos executivos de diretores e gerentes que terão regras próprias. Foi explicado o racional da proposta, que consiste na compensação do fator xq dentro do repasse tarifário, que, em outras palavras e conforme dito pelos representantes da empresa, está sendo descontado do IPCA (que compõe o repasse tarifário) o percentual de 1,21% devido à baixa “produtividade” das empresas. Um absurdo!
• Gratificação de Férias: 12% parte fixa a partir de abril/2016.
• Demais benefícios (expressos monetariamente no ACT 2015/2016): Na prática significa o piso salarial (para os ACTs que possuem essa previsão), auxílio creche e transferência de local de trabalho, com o índice de 8,18% a partir de abril/2016. Ficam de fora dessa proposta o Vale Alimentação e o Vale Refeição, cujas regras de reajuste de valores e condições de fornecimento já foram definidas e negociadas na data base de 2015.
• Linha de corte do VA: 15% em abril/16 na faixa salarial (R$ 4.881,92) e passando para a linha de corte de R$ 7.800,00 em setembro/2016.
• PLR: mantém indicadores, com exceção da meta DIC/FIC/DIMIC/DICRI que passa os 100% de R$ 421.626 para R$ 500.000, os 105% passam para R$ 475.000 e os 80% para R$ 600.000.
• Metas técnicas: 8,18% de reajuste.
• Resultado de Serviço: 13% nos valores da tabela.
• Percentual mínimo de atingimento: 80%.
O Sindicato insistiu na mesa que, a despeito do cenário, a CPFL Jaguariúna está inserida em um mercado regulado, onde todos os impactos negativos são compensados pelo contrato de concessão, o que viabiliza que a empresa atenda os pleitos dos trabalhadores.
Além do mais, as condições financeiras das empresas da CPFL Jaguariúna se diferencia das demais empresas do Grupo CPFL Energia, obtendo resultados positivos. Basta observar o Resultado Operacional Líquido entre 2014 e 2015.
É preciso ressaltar ainda que tudo que está se negociando é referente ao exercício de 2015. O ano de 2016 será discutido na data-base 2017.
Quanto ao desconto de 1,21% da reposição salarial, isso é um absurdo! Baixa produtividade? E o desconto de quase R$ 750,00 da PLR 2015? Os trabalhadores serão duas vezes penalizados com o não atingimento de metas?
A empresa alega que esta é a posição final dela, mas não é a nossa! Houve assédio de gestores para deixar a categoria acuada. “Mais uma vez, não podemos permitir que percamos o ganho de nossos salários e que permaneça essa condição diferenciada dos benefícios e renda dentro do mesmo Grupo econômico. Além de sequer estar corrigindo salários, as metas de PLR estão longe de serem alcançadas”, avalia a direção sindical.
… O que é nosso ninguém tira! Por isso, faz-se necessário alterar o caminho, evitando perdas sem precedentes.