Nesta segunda-feira (16), com um dia de mobilização já aprovado pela base, os trabalhadores decidirão sobre esta proposta final. Afinal, disposição de luta da categoria e a capacidade de negociação garantiram avanços na mesa, mas que ainda não atendem itens importantes da pauta
Uma luta árdua na mesa. Após dez horas de reunião já na 5ª rodada, o Sinergia CUT, através da organização e mobilização dos trabalhadores, conseguiu fazer com que a Energisa avançasse nas negociações.
Resultado: a proposta final apresentada pela empresa prevê reajuste de 9,31% sobre salários, pisos e demais índices econômicos do ACT. Para o Vale Refeição e o Alimentação, o reajuste é de 10%, além de outros itens (veja quadro abaixo).
Vale lembrar que, na rodada anterior, a proposta da empresa era de um reajuste de 6% linear em cima de todos os benefícios econômicos.
Quanto à AMH, a empresa atende a reivindicação aumentando de 3 para 5 consultas familiares para os trabalhadores admitidos a partir de 01/06/2014. Além disso, a empresa custeou o repasse do IGP-M baixando o custo do plano para o trabalhador.
Na avaliação do Sinergia CUT, a proposta apresenta avanços significativos, com a reposição da inflação pelo ICV-Dieese, além de um aumento maior no benefício de alimentação.
Porém, apesar dos avanços na proposta final, os salários e benefícios serão reajustados pela inflação, com o ICV-Dieese, sem aumento real.
No VA/VR, apesar do aumento acima do reajuste dos salários, os mesmos não atingem sequer o ICV-Dieese específico da alimentação, que foi de 11,66%, muito menos a reivindicação que foi de 20%, chegando a R$ 900,00.
Na contramão da pauta dos trabalhadores, a empresa impõe um banco de horas que limita o recebimento das horas extras realizadas.
A Energisa somente avançou para esta proposta final pela capacidade de luta e mobilização da categoria, mesmo assim, ela não atende na sua totalidade a pauta dos trabalhadores.
Por isso, nesta segunda-feira (16), com um dia de mobilização já aprovado pela base, os trabalhadores decidirão sobre esta proposta final. Porque… … O que é nosso ninguém tira!