Reestruturar é sinônimo de reorganizar e não de precarizar. Entende, AES Tietê Energia???
Se não bastassem os muitos problemas enfrentados no dia a dia pelos trabalhadores da AES Tietê Energia, a reestruturação da empresa trouxe mais uma série de dificuldades:
Acordo de Operação das Usinas
Em novembro de 2015, o Sindicato assinou Acordo Coletivo de Trabalho referente o novo formato de operação das usinas da AES Tietê, tendo como princípios a empregabilidade, a manutenção dos direitos adquiridos, indenizações, majoração salarial, dentro outros. O problema é que a AES Tietê Energia não o vem cumprindo na prática:
Ação judicial 200 horas
Quanto ao processo judicial das 200 horas, a empresa ficou de apresentar uma proposta ainda no mês de fevereiro. No entanto, entrou em contato com o Sindicato alterando esta data para o dia 03 de março. Porém, ela novamente pediu novo prazo, agora, para segunda-feira, dia 07.
Cadê a saúde?
Reestruturação
E os problemas não param por aí. Veio a reestruturação, provocando outras dificuldades:
O depósito é feito corretamente por uma tal de Energia Participações na conta vinculada de cada trabalhador. Para aqueles que podem sacar o dinheiro, como é o caso de aposentados, a partir de agora, há um procedimento a mais a ser cumprido: o interessado deverá comparecer à Caixa Econômica Federal com a sua Carteira de Trabalho atualizada e com o registro da nova empresa pagadora para a atualização dos documentos. Só depois disso, poderá sacar o seu dinheiro.
Enquanto isso…
Devido à uma ação do Sindicato, os municípios de Bariri, Barra Bonita, Ibitinga e Mococa receberão ambulâncias e um micro-ônibus. As doações são fruto de uma denúncia do Sinergia CUT ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que ingressou com ação civil pública após inúmeras reuniões entre as partes (MPT, empresa e Sindicato). A previsão é que a AES Tietê Energia entregue os veículos em 14 de abril deste ano.
O desfecho desse processo foi a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as partes, em que foi determinadas algumas obrigações por parte da AES Tietê Energia. A multa foi fixada em R$ 500 mil, aplicada à empresa pelo descumprimento da legislação e ACT foi destinada ao atendimento à população dessas quatro cidades.
Elas foram beneficiadas porque as fiscalizações ocorreram em localidades desses municípios, onde foram detectadas inúmeras inadequações nas condições de trabalho, entre elas excesso de jornada e não cumprimento de intrajornada. Mococa receberá um micro-ônibus porque o processo tramitou na cidade. Além dessas doações, será destinado o valor de R$ 10 mil para a APAE de Mococa.
“Missão, Visão e Valores”
O Sindicato espera que a AES Tietê resolva todos esses problemas de uma vez por todas e o mais rápido possível, colocando em prática o que ela mesma promete em seu portal: “(…) colocando o bem-estar e a segurança dos nossos colaboradores, fornecedores e clientes sempre em primeiro lugar”.
Fique ligado! A reunião com a empresa é na próxima segunda-feita (07).