Manifestação durou quase duas horas. Objetivo era pressionar a empresa a solucionar vários problemas pendentes
Provando a força da união e disposição de luta, trabalhadores da CPFL Serviços decidiram realizar uma mobilização na frente do portão da empresa, em Campinas, na última quarta-feira (16). O protesto, que durou cerca de duas horas, teve o objetivo de pressionar a empresa a tomar posição e resolver problemas que, apesar das diversas reclamações feitas anteriormente, não tiveram solução, tais como:
• Marmitas: são entregues pela manhã e os trabalhadores as levam nos veículos/caminhões para almoçar no campo. Porém, o almoço ocorre somente após às 14 horas, quando as marmitas, por não serem térmicas, já estão frias. A reclamação vai além: segundo os trabalhadores, as marmitas não têm boa qualidade e oferecem quantidade insuficiente.
• Excesso de horas extras: muito comum na empresa o extrapolar limite diário de duas horas. Apesar do excesso de horas extras, a empresa demora muito para pagar as horas extras.
• Banco de horas: a empresa criou banco de horas 1 x 1, porém, o pagamento é feito sem os acréscimos legais, pagando somente a hora normal (1×1).
• Assédio moral da chefia contra os trabalhadores;
• Descumprimento frequente do descanso interjornada (hora do almoço) e do intervalo de 11 horas entre as Jornadas (Intrajornada).
• Problemas com alojamentos: muitos trabalhadores vieram de fora do estado e, inicialmente, a empresa dava ajuda de custo para moradia. Essa ajuda de custo foi suspensa gerando prejuízo para os trabalhadores.
• Mudanças constantes de horários de escala
Pressão surte efeito
Foi por conta de todos esses problemas que os trabalhadores protestaram na última quarta. A mobilização só foi interrompida porque o gerente de RH da CPFL foi até o local e conversou com o pessoal na frente do Sindicato, se comprometendo a resolver essas pendências junto à direção da empresa.
Independente disso, o Sindicato encaminhará correspondência à CPFL Serviços formalizando as reclamações dos trabalhadores e cobrando que as providências sejam tomadas o mais rápido possível.
Em tempo:
Vale lembrar que o Stieec/Sinergia CUT conquistou na Justiça, pelo terceiro ano consecutivo, o dissídio na CPFL Serviços. “Dessa forma, neste momento somos os legítimos representantes da categoria eletricitária da CPFL Serviços”, afirma a direção do Sindicato. Também existe um processo na justiça em que o Ministério Público do Trabalho pede o reconhecimento do Stieec como representante dos trabalhadores da CPFL Serviços.
Apesar disso, a empresa insiste em dizer e reconhecer que o Sindicato representante dos Trabalhadores da CPFL Serviços é o Sindicato Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Construção Civil, Mobiliário, Terraplanagem, marcenarias, vidraçarias, serralherias, serrarias, mármores, granito, amianto, olarias e cerâmicas nos municípios das empresas de José do Rio Pardo, Itobi, Tapiratiba, São Sebastião da Gama, Caconde, Divinolândia e Mococa.