Este é o tema proclamado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que, por meio da Resolução 68/237, instituiu a Década. Segundo as Nações Unidas, existe a necessidade de reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade
Engajada na luta contra o preconceito racial, o 12º Congresso Nacional da CUT (CONCUT) lançou a Década Internacional de Afrodescendentes. “Nada mais oportuno do que fazer o lançamento dessa Década no CONCUT. É no mercado de trabalho que os negros e negras mais percebem o preconceito racial. E nós, como sindicalistas, temos a obrigação de defender a igualdade de direitos”, afirmou a secretária de Combate ao Racismo da CUT Nacional, Maria Julia Nogueira.
O Sinergia CUT, como sindicato cutista, também esteve presente no CONCUT por meio de vários dirigentes sindicais. O Sindicato tem um Coletivo de Combate ao Racismo, que realiza ações para promover a igualdade de direitos. E atento ao chamado da ONU, que instituiu a Década entre 2015 e 2024, realizará ações nesse período para participar dessa luta!
Ao apresentar os objetivos da Década Internacional, a secretária destacou o papel dos negros no Brasil e chamou a atenção de todos ao apontar as dificuldades enfrentadas pelos negros no mercado de trabalho.
“Os negros correspondem a 48% dos ocupados, mas recebem por seu trabalho 63,9% do que recebem os não negros”, afirmou Maria Julia. “No Brasil, a luta do movimento negro é contra o racismo ainda velado. É contra a dificuldade do emprego e violência. A cada três pessoas assassinadas, duas são negras e a solução está na educação e na igualdade de oportunidade.”
Para o presidente reeleito da CUT Nacional, Vagner Freitas, a Década é importante para aumentar o engajamento das campanhas contra o preconceito no Brasil. “As oportunidades não são iguais e as mulheres negras são duplamente discriminadas. Combater o preconceito é também combater o capitalismo, que se aproveita desse absurdo para fazer diferenças nos salários”.
Durante o CONCUT, de 13 a 17 de outubro deste ano, foi lançada uma cartilha que trata do assunto. Ela pode ser baixada pelo site da CUT – www.cut.org.br.
Principais objetivos da Década
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