Empresa apresenta proposta que retira conquista histórica da categoria, como os benefícios do VR/VA para os afastados por auxílio doença. Assembleias deliberativas nesta segunda (17). Participe!
A disposição de luta dos trabalhadores da CTEEP, comprovada nas mobilizações já realizadas nas últimas semanas, vai ter que continuar! Nesta segunda-feira (17), o Sinergia CUT realiza assembleias na base para a deliberação da proposta final apresentada pela empresa na rodada de negociação ocorrida no último dia 10. A proposta como um todo ainda não atende às reivindicações dos trabalhadores e pior, retira direito conquistado pela categoria em anos de luta.
Além de propor um reajuste de 8,2% – menor que o IPCA (8,47%), menor que o INPC (8,76%), menor que o ICV-Dieese (8,82%), e que supera apenas o IPC-FIPE (7,60%) -, a proposta da CTEEP retira do ACT os benefícios do VR/VA (Cesta Básica) para os afastados por auxílio doença.
Esse é o ponto considerado mais grave pelos trabalhadores, uma vez que vai afetar os trabalhadores que não puderem comprovar doença ocupacional, ou que tiverem alguma outra enfermidade grave. “Nessas situações é que os trabalhadores mais necessitam de recursos financeiros, principalmente os de alimentação para garantir o pão de cada dia na sua mesa”, destaca a direção do Sinergia CUT.
Política de Emprego
Outra questão complicada na proposta é a política de emprego. Já passou da hora de a empresa incluir na Cláusula 25ª os cerca de 600 trabalhadores novos, contratados a partir de 31 de maio de 2006, que estão fora da rotatividade e, em caso de desligamentos, recebem apenas o pagamento das verbas rescisórias asseguradas por lei.
#TamoJuntoProQueDereVier
“Por tudo isso a proposta está ruim. Com mobilizações gradativas, iniciadas com duas horas, depois meio período e um dia inteiro, os trabalhadores já provaram que têm garra para a luta, forçando a empresa a melhorar um pouco a sua proposta. Agora, essa disposição deve continuar porque é necessário avançar!”, afirma a direção do Sindicato, lembrando que a categoria vai deliberar sobre a proposta nesta segunda (17).
Em caso rejeição e, não havendo reabertura das negociações com a apresentação de uma proposta melhor, a base cruzará os braços em greve.
Momento de união
O que se busca é avançar nos três pontos críticos da proposta: reajuste, VA/VR para os afastados por auxílio doença e a inclusão dos 600 novos na cláusula 25, além de manter o ACT por dois anos, a correção do VR/VA (Cesta Básica) diferenciado dos salários e demais benefícios, a melhora nos valores da PLR 2015 e a manutenção das demais cláusulas existentes.
E que a empresa entenda o recado dos trabalhadores, reabrindo as negociações! Porque a categoria está unida e pronta para a luta!