CS 2015: Na Elektro, trabalhador decide

04 agosto 16:30 2015 Nice Bulhões

Nas assembleias será deliberado também a taxa negocial de 8%

O Sinergia CUT realiza assembleias dos trabalhadores da Elektro de amanhã (5) ao dia 14 de agosto para deliberar sobre a proposta final da empresa. A abertura da negociação aconteceu em 25 de junho e foram realizadas somente três rodadas, sendo que a empresa encerrou o processo deste ano por iniciativa própria.

Confira abaixo a proposta final feita pela empresa na 3ª e última rodada de negociação:

  •  8% nos salários e benefícios
  • Prorrogação do acordo coletivo até 2019

 

Proposta rejeitada

Essa proposta final foi rejeitada na mesa pelos sindicatos. O índice não recupera as perdas de 8,82% da inflação do período aferida pelo ICV do Dieese e, muito menos nos benefícios da alimentação, que supera os 10%. Ele apenas supera o IPC Fipe (7,6%), além de estar abaixo dos índices oferecidos pela maioria das empresas data-base junho.

Como a empresa havia informado que era a sua última proposta, foi solicitada a continuidade das negociações conforme calendário já previsto na abertura das negociações, cujas próximas rodadas estavam agendadas para o dia 23 e 30 de julho.

Em 22 de julho, a Elektro enviou e-mail cancelando as reuniões. No mesmo dia, o Sindicato respondeu através de carta solicitando o agendamento de uma nova reunião para dar continuidade no processo de negociação. Em 24 de julho, a empresa enviou nova carta ratificando a sua ultima proposta. Vale destacar que a vigência do ACT vai até 2019, conquistado em mesa.

PLR

Dentro da negociação da PLR por três anos (2015/16/17), ficou garantido, e está registrada na ata final de julho, que o ACT, que já valia até 2017, foi prorrogado para 2018. Neste caso, o Sindicato adotou a estratégia de que não permitiria que a mesa da PLR e data-base se misturassem, caso contrário, poderia se ter moeda de troca ou piorar a PLR ou o resultado da mesa nos salários e benefícios.

A empresa sempre alegou que não pagaria a antecipação da PLR se o acordo não fosse assinado e, por estranho que pareça, o Sindicato enviou carta cobrando os referidos termos no dia 23 de julho. Somente no dia 29, o Recursos Humanos da empresa reenviou o texto por e-mail para análise do Jurídico e posterior assinatura.

Por isso, a primeira parcela da PLR foi paga no dia 30 de julho, quando os trabalhadores receberam junto com o pagamento salarial, R$ 1.500,00 + 27% da Remuneração (Salário Base, Adicional de Tempo de Serviço e Incorporações de Acordos Judiciais). Falta ainda corrigir os salários e benefícios retroativos a junho deste ano. O Sindicato e a empresa ainda deverão continuar negociando a melhora na PLR 2016 até novembro próximo.

Taxa Negocial

Além de decidir sobre a proposta final da empresa, os trabalhadores também deliberarão sobre a cobrança da taxa negocial de 8%. Conforme Acordo Coletivo de Trabalho vigente, o Sinergia CUT receberá carta de oposição até dia 10 de agosto, das 9h às 12h e das 14h às 17h, nas macrorregiões e sede do Sindicato em Campinas.

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