A MELHOR EMPRESA PARA SE REMUNERAR…
Em rodada de negociação realizada na última terça-feira (21), a direção da Elektro apresentou ao Sinergia CUT e aos demais sindicatos uma proposta de 8% de reajuste para os salários e demais benefícios, inclusive o VA/VR.
Os sindicatos rejeitaram a proposta reafirmando que esta está abaixo das expectativas dos trabalhadores pois não recupera sequer as perdas da inflação do período aferida pelo ICV do DIEESE e, muito menos nos benefícios da alimentação que supera os 10%.
Diante da inflexibilidade da empresa e, após intensos debates entre as partes, os sindicatos para sair do impasse e na busca de construir uma proposta no mínimo razoável propuseram a utilização de parte da verba de movimentação de pessoal, já prevista em ACT e no orçamento da empresa, com a contraproposta de 8,5% nos salários e benefícios e de 10% VA/VR e cesta base, além da renovação do ACT até 2019, que foi rejeitada pela empresa.
Os sindicatos insistem na continuidade da mesa de negociação com a Elektro, apostando na possibilidade de melhora tanto nos itens econômicos quanto noutras cláusulas importantíssimas neste momento como exemplo a garantia da empregabilidade para a categoria.
O Sinergia CUT alerta que a folha de pagamento do mês de julho já foi rodada sem nenhum aumento salarial. Em contrapartida, os trabalhadores receberão no final do mês a primeira parcela da PLR, que é de R$ 1.500,00 + 27% da Remuneração (Salário Base, Adicional de Tempo de Serviço e Incorporações de Acordos Judiciais). Por tudo isto é importante ter muita calma e persistir no processo negocial buscando avanços para a classe trabalhadora.
O Sindicato destaca que em abril deste ano foi aprovada a distribuição de dividendos na ordem de R$ 333.823.583,35 e, logo em seguida, em julho foram mais R$ 184.524.756,40 de dividendos intermediários. Os controladores espanhóis da Elektro já embolsaram mais de R$ 517 milhões neste ano, para se ter uma ideia da dimensão do lucro, tal quantia poderia garantir a PLR mínima dos trabalhadores mortais por mais de 46 anos!
Enquanto isto, os trabalhadores estão há quase quatorze meses sem reajuste salarial. Dá a impressão de que a melhor empresa para se trabalhar é a melhor para remunerar… o acionista!