CS 2015: na segunda rodada, Energisa propõe reajuste de 5,78% nos salários. Proposta rejeitada!

20 maio 12:40 2015 Débora Piloni

Ocorreu no último dia 15 a segunda rodada de negociação da Campanha Salarial 2015 entre o Sinergia CUT e a Energisa.

Logo no início da reunião, a empresa fez uma apresentação para a PLR 2015 e, solicitou aos Sindicatos uma proposta para a distribuição dos pesos nos indicadores.

O Sinergia CUT afirmou que, devido à não publicação do balanço trimestral da Energisa com os respectivos resultados da companhia, prefere aguardar a próxima reunião prevista para o dia 25 para apresentar uma proposta.

Para a direção do Sindicato, é importante agir com precaução com relação à PLR para que não ocorram prejuízos financeiros aos trabalhadores. Tendo isso em vista, propôs que seja garantido o percentual mínimo de 80% caso não seja atingida a meta do indicador e que não haja para este ano um limitador (teto de 120% aplicado em 2014).

“Tempestade perfeita!”
Referente o Acordo Coletivo de Trabalho, os negociadores da empresa informaram que fizeram uma análise detalhada de toda a pauta de reivindicações e que buscarão alternativas de ganhos para ambas as partes…

… PORÉM…
… informaram que o cenário atual está muito “difícil”, não apenas para a empresa ou para o setor, mas para o Brasil. “Eles citaram a analogia usada pelos velejadores, chamando a situação de tempestade perfeita, quando todas as condições se apresentam desfavoráveis para a navegação e se faz necessário traçar planos alternativos para sair dessa condição”, explicou a direção do Sinergia CUT. Com isso, parece que a empresa se esqueceu da última “tempestade perfeita” dos trabalhadores neste ano, quando se mobilizaram em repúdio às demissões.

Mas toda essa introdução feita pela direção da Energisa serviu como preâmbulo para a apresentação de uma proposta que foi rejeitada na mesa pelos sindicatos:

– Reajuste salarial: 5,78%
– Reajustes benefícios de alimentação: 8%.

O Sinergia CUT observou que essa proposta está muito aquém do ICV Diesse e não apresenta aumento real, que são reivindicações da pauta. Além disso, para os benefícios de alimentação, o valor oferecido pela empresa também está abaixo dos índices de reposição salarial e dos índices de inflação de alimentos.

Na próxima rodada (25), esses números voltarão a ser discutidos, assim como outros itens da pauta. Fique ligado!

#tamojuntoproquederevier !

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