17 ANOS DE SINERGIA CUT

17 ANOS DE SINERGIA CUT
14 novembro 08:40 2014 Lílian Parise

Domingo, 16 de novembro, é Dia do Eletricitário e aniversário de fundação do Sinergia CUT. Mais do que comemorar, o momento é de refletir sobre a necessidade de continuar a fortalecer a luta em defesa da manutenção dos direitos e da ampliação de conquistas.

“Uma festa de democracia. Foi assim que o ato de fundação do Sinergia Pró-CUT foi visto pelos mais de mil trabalhadores que compareceram à quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, no último domingo (16).”

O abre da matéria de cobertura da assembleia daquele 16 de novembro de 1997 traduz o clima de vitória que tomou conta dos trabalhadores no dia histórico para eletricitários e gasistas que ousaram sonhar com a unidade – da categoria e na categoria – ao sentir que o sonho virava realidade.

Eram todos trabalhadores das ainda estatais CESP, Eletropaulo, Comgás e Furnas, da recém-privatizada CPFL e das então chamadas empresas privadas, além de cooperativas de eletrificação rural, que votaram e aprovaram a criação da entidade estadual que nasceu para “organizar, representar sindicalmente e dirigir a luta dos energéticos numa perspectiva classista, sempre em defesa de seus direitos”.

O começo do sonho
Mas aquela assembleia histórica foi resultado de muito trabalho dos dirigentes sindicais e de muito debate nos locais de trabalho. O impulso inicial para a construção do Sinergia Pró-CUT foi dado durante o 9° Congresso do Sindicato dos Eletricitários de Campinas, que aconteceu em março de 1997, em Praia Grande.

Ao final do encontro, foi aprovada a Carta de Praia Grande, documento em que os trabalhadores destacaram a importância do Sinergia Pró-CUT, principalmente diante dos desafios impostos pelo projeto de privatização do governo tucano, pela reestruturação das empresas do setor energético e pela necessidade de uma nova proposta de sindicalismo.

“Para enfrentar essa nova realidade é preciso uma nova organização sindical, construída a partir de um amplo debate envolvendo todos os trabalhadores e as entidades representativas do setor energético de SP”, concluia a Carta.

Anos de debate
Começava então o debate. Da Baixada Santista a Porto Primavera, de São Paulo a Ilha Solteira, todas as regiões do estado receberam as direções dos sindicatos para discutir junto com os trabalhadores a melhor alternativa de organização da categoria.

Centenas de reuniões e assembleias depois, com ampla participação da categoria, veio a certeza da necessidade de construir o Sinergia Pró-CUT com princípios históricos que depois passaram a fazer parte do estatuto: liberdade e autonomia sindical, transparência, democracia, independência, organização por local de trabalho, eleição direta em todos os níveis e acesso à informação.

O começo da realidade
O sonho virou realidade e nasceu a única alternativa de luta e de unidade dos energéticos paulistas. Uma direção colegiada provisória, formada por 113 trabalhadores, tomou posse naquele 16 de novembro. A marca Pró-CUT já sinalizava a filiação à maior central sindical da América Latina, aprovada depois em assembleias e comemorada em 12 de dezembro de 1999.

Na época, a nova entidade estadual representava cerca de 40 mil eletricitários e gasistas em mais de 600 municípios paulistas. Eram trabalhadores na construção, manutenção e operação do sistema elétrico, nos serviços de gás canalizado e também nas hidrovias.

História de luta
Sessenta e três anos depois da fundação do STIEEC e dez anos depois da retomada da luta pela direção cutista, nascia o Sinergia CUT, que se transformou em referência de liberdade e autonomia sindical na prática e ampliou o projeto com a participação de novas entidades. É realidade há 17 anos na luta e conquista de direitos para os energéticos.Faz a diferença. E continua fazendo história.

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