Em todos os locais de trabalho, trabalhadores do interior aprovam proposta negociada que garante 7% a mais nos salários e 8,5% no kit alimentação
Em assembleias realizadas pelo Sinergia CUT nas últimas segunda (14) e terça (15) em todos os locais de trabalho da CTEEP aprovaram a proposta negociada entre o Sindicato e representantes da empresa de transmissão na rodada do dia 10, em São Paulo.
Os trabalhadores concordaram com a avaliação da direção do Sinergia CUT de que foi a capacidade de negociação na mesa combinada com a disposição de luta nos locais de trabalho uma estratégia vitoriosa para enfrentar o jogo duro da empresa, principalmente em tempos de Campanha Salarial, com discussão paralela também da PLR.
Em 2014, não foi diferente. Desde o início da negociação, a direção da CTEEP insistia em propostas bem abaixo das reivindicações dos trabalhadores. Treze rodadas depois, com a recusa de várias propostas anteriores na mesa, mobilização na base e aprovação de um Plano de Luta, os negociadores da transmissora recuaram e toparam negociar uma proposta com avanços nos itens econômicos, já que o atual Acordo Coletivo tem validade até maio do ano que vem.
Jogo duro…
Não foi nada fácil. Até porque, nos últimos anos, a CTEEP sempre apresentou reajustes menores do que as outras empresas do setor elétrico e teimava em rebaixar conquistas históricas como a Política de Emprego e o montante da PLR, sempre com prejuízos para os trabalhadores da ativa e os aposentados da lei 4819.
Mas essa combinação de negociação incansável com a capacidade de mobilização arrancou avanços. “Neste ano, a proposta negociada com a CTEEP alcançou o mesmo patamar das demais empresas, devido principalmente a uma mobilização mais forte dos trabalhadores, demonstrando claramente que as ameaças da empresa eram irrevalentes diante da união da categoria”, afirma a direção do Sinergia CUT.
… e unidade na luta
Prova disso é que a CTEEP avançou em todos os índices das propostas iniciais, inclusive nos reajustes econômicos e na PLR, que passou do valor fixo de R$ 2.000 para R$ 4.300, mais 35% da remuneração básica. E os 7% negociados para a correção dos salários também inclui os aposentados da lei 4819, que anteriormente sempre foram prejudicados.
Liderada pelo Sinergia CUT, a bancada dos trabalhadores conseguiu arrancar da empresa uma proposta bem melhor. Além disso, os representantes da empresa atenderam à reivindicação do Sindicato e assumiram o compromisso de retomar as reuniões bimestrais para negociar pendências que afetam o dia-a-dia dos trabalhadores e também uma nova metodologia para o cálculo da PLR.
A proposta aprovada:
– Mantém a PLR 2014: Parte fixa: R$ 4.300 + 35% da remuneração básica de dezembro/2014. Adiantamento de R$ 3.000 em setembro/2014. Pagamento da segunda parcela em 2015, tendo como indicadores ENES e Novos Empreendimentos
– Reajuste Salarial: 7% (5,35% de reposição da inflação pelo IPC-FIPE e 0,65% de aumento real, segundo a empresa, mais 1% da Verba de Planejamento de Pessoal, referente ao período de junho/2014 a maio/2015)
– Auxílio Creche, Gratificação de Férias e Função Acessória: reajuste de 7%
– VR/VA e Cesta Básica: reajuste de 8,5%, também utilizando mais 0,2% da Verba de Planejamento de Pessoal referente ao período de junho/2014 a maio/2015
– Planejamento de Pessoal (cláusula sexta): verba de 0,8% da folha de pagamento (remuneração base de dezembro/2014) para o período de junho/2014 a maio/2015
– Manutenção das demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2015
Taxa negocial
As assembleias aprovaram também a taxa negocial de 7%. Os trabalhadores têm prazo de 21 a 30/07/2014 para entregar carta de oposição, que devem ser protocoladas pessoalmente na sede ou nas macrorregiões do Sinergia CUT, das 9h às 12h e das 14h às 17h.