Vítima é representante sindical do Sinergia CUT. Depois de passar por cirurgia, permanece internado na UTI. Sindicato questiona os cuidados pela garantia da integridade física do trabalhador É estável, porém grave, o estado de saúde do eletricista Valdir Carubelli, de 56 anos, que foi baleado ao tentar desligar, por falta de pagamento, a energia de uma residência no centro de Luiziânia, região de Araçatuba (SP). O caso aconteceu na última sexta-feira (11).
Segundo a polícia, ao chegar à residência do desempregado, de 21 anos, para cumprir sua ordem de serviço, o eletricista foi interceptado pelo morador, que teria dito que a energia não poderia ser cortada porque havia crianças no local.
Na sequência, o rapaz teria entrado na casa, pego uma espingarda calibre 28 e efetuado os disparos em direção a Carubelli. Um dos tiros acertou o braço e outro o abdômen do eletricista. Ele foi socorrido ao Hospital de Luiziânia e, posteriormente, transferido para a Santa Casa de Araçatuba, onde permanece na UTI.
O homem que efetuou os disparos foi preso em flagrante e irá responder por tentativa de homicídio. Segundo os policiais, o acusado já tem passagem pela polícia por homicídio e porte de arma de fogo.
O que temos a ver com isso? Mais que lamentar o ocorrido e acompanhar as investigações deste triste episódio envolvendo um trabalhador e representante sindical de Braúna – o Sindicato já solicitou à CPFL participação no Grupo de Investigação de Acidentes que apura o caso –, a direção do Sinergia CUT faz uma reflexão sobre os motivos que culminaram na tragédia:
“A violência no estado de São Paulo é tema preocupante há muito tempo, e a despeito de o Governo Federal ter promovido uma campanha de desarmamento, infelizmente não existe, por parte da Secretaria de Segurança Pública do Estado de SP políticas efetivas que combatam a justiça pelas próprias mãos.
Como consequência, temos histórias como a do eletricista Valdir Carubelli que, correu risco de morte simplesmente por estar cumprindo o seu trabalho.
Ou seja, não bastasse a atividade profissional já oferecer riscos, os eletricistas estão vulneráveis à reação impensada e inesperada de pessoas que, à mercê da impunidade, permanecem livres ao invés de pagar por crimes cometidos.
Os trabalhadores energéticos e toda a sociedade brasileira buscam apenas viver de forma digna e saudável, cumprindo seus deveres e usufruindo dos seus direitos. Nossa luta é e sempre será, em primeiro lugar, pela vida.
Vida longa à Valdir Carubelli !!!”