Diante da demonstração de união e da disposição de luta dos trabalhadores, empresa apresenta proposta com avanços que foi aprovada em assembleias Valeu a pressão! Com os trabalhadores mobilizados e dispostos a lutar por um ACT justo, e depois de ser pressionada também pelas argumentações feitas pelos dirigentes do Sinergia CUT na mesa de negociação, a direção da CPFL PPBG (Paulista, Piratininga, Brasil e Geração), enfim, avançou na proposta. A sexta rodada aconteceu no último dia 05, quando a empresa apresentou sua proposta final.
Não há dúvida de que essa mudança de posicionamento foi devido à união da categoria, que aprovou plano de luta com mobilização de quatro horas a ser realizada no dia 11 de junho. A empresa, então, resolveu negociar de forma diferente e encaminhar uma proposta mais condizente com os anseios dos trabalhadores. A proposta previa ganho real nos salários e benefícios, PLR e discussão de pendências.
Com isso, no dia em que era para ser implementada a mobilização (11), o Sindicato iniciou as assembleias deliberativas nos locais de trabalho, propondo a retirada do plano de luta e a votação da proposta final de ACT negociada na mesa.
As assembleias ocorreram até o dia 13 e o resultado foi a vitória dos trabalhadores nessa Campanha Salarial: por ampla maioria dos votos, a proposta foi aprovada! Na ocasião, os trabalhadores aprovaram também a cobrança da taxa negocial de 7%.
A empresa não dá nada… Vale lembrar que a CPFL iniciou o processo de negociação cravando seu reajuste no percentual de 5,43%, com a alegação que esse seria o número previsto no seu orçamento. No decorrer das rodadas, diante das constantes rejeições do Sinergia CUT na mesa – sempre em sintonia com o sentimento dos trabalhadores -, a holding estacionou no índice do IPCA, que não foi o índice historicamente defendido e reivindicado pela categoria nas pautas (ICV-Dieese).
… a gente que conquista! Após muita insistência do Sindicato e com a adesão dos trabalhadores ao plano de luta, a empresa apresentou uma proposta que contempla não só o ICV Dieese (6,55%), como também um aumento real de 0,42%, totalizando 7% nos salários e pisos.
Esta conquista já é nossa!