Quarta rodada tem pouco avanço e nova reunião é marcada para o dia 26. Sinergia CUT realiza assembleias a partir desta quarta (21) para deliberar plano de luta. Participe!
Já na 4ª rodada de negociação com o Sinergia CUT, realizada no último dia 19, o Grupo Energisa pouco avançou na proposta de ACT. O reajuste proposto foi de 5,62% (INPC), sem aumento real. A empresa continuou com a mesma postura das rodadas anteriores, de rebaixar as conquistas dos trabalhadores. Com isso, manteve o reajuste salarial e benefícios aquém das expectativas da categoria, porém garantiu no Acordo cláusulas como: dirigentes sindicais, reuniões no interior das empresas e reembolso medicamento e alterou a proposta do Plano de Saúde.
O Sindicato observa que o processo de intervenção ocorrido no Grupo Rede Energia em 2013 teve poucos avanços – ou quase nada – no Acordo Coletivo dos trabalhadores, salvo a cláusula de emprego que determinou que as partes discutissem uma proposta. Porém, o Grupo quer retirar o prazo de 60 dias propondo a inclusão da estabilidade pré-aposentadoria de 12 meses.
Vale ressaltar que neste ano, ao assumir definitivamente o controle acionário das empresas Bragantina, Nacional e Vale do Paranapanema, a Energisa teve um reajuste médio na tarifa de 15%.
Portanto, o Sinergia CUT entende que o grupo deve avançar na proposta para melhorar, entre outros itens, o reajuste salarial, aumento real, maior reajuste nos benefícios de Vale Refeição/Vale Alimentação e Auxílio Farmácia. “Além disso, deve-se discutir, de fato, a cláusula de Emprego, ao invés de retirar benefícios e garantias históricas conquistadas em ACT e querer segregar os trabalhadores quanto ao plano de saúde e gratificação de férias”, afirma a direção do Sinergia CUT. Nova rodada foi agendada para o dia 26.
Assembleias Tendo em vista o cenário das últimas rodadas, o Sindicato realizará assembleias nos locais de trabalho das empresas do Energisa a partir desta quarta (21) para deliberar pela implementação do plano de luta caso não haja avanços na negociação agendada para a próxima segunda (26). A proposta é de mobilização de 4h no dia 02 de junho e de greve por tempo indeterminado a partir do dia 09. Porque… a empresa não dá nada. A gente que conquista!
Confira a proposta apresentada pelo Energisa na quarta rodada de negociação:
O Grupo Energisa propõe a manutenção da cláusula, não vendo necessária a redução e estuda uma ampliação de representatividade para EEB.
Pelo histórico da entidade sindical, as assembleias na sua maioria já são realizadas do lado de fora da empresa, porém, o Grupo Energisa não vê empecilho caso necessário as assembleias sejam realizadas dentro da empresa.
Atualmente a empresa aplica o fator ponderador de 20% a partir da 6ª consulta por dependente, tal benefício prevalece para os já contratados no Grupo Energisa.
Para os contratados a partir da assinatura do ACT 2014, a acomodação paga integralmente (não descontando em folha) pelo Grupo Energisa é somente enfermaria, sendo as 3 primeiras consultas por grupo familiar gratuitas, e a partir da 4ª consulta o funcionário entra com co-participação de 30%.
Valor da consulta
Atualmente – R$63,00, co-participação do trabalhador R$12,60 (20%).
Após a assinatura – R$63,00, co-participação do trabalhador R$18,90 (30%)
Propõe-se a manutenção da clausula. Melhorar a redação, especificando o prazo para se apresentar o cupom fiscal e a cobertura ser só de “medicamentos”.
A UNIMED concede R$2000 de auxílio, o Grupo Energisa em contrapartida acrescenta R$1000 adicional, que juntos perfazem o valor de R$3000,00.
A ideia por parte da empresa é fazer o ajuste no valor de R$294,00 para R$362,00 cerca de 23% de reajuste.
A proposta da empresa é aumentar de 3 anos para 5 anos e 11 meses. Valor a ser reajustado conforme cláusula econômica, aplicando 5,62%. Dos atuais R$294,65 para R$311,42.
Revisão do texto, porém, busca-se preferencialmente o recrutamento dentro do quadro próprio.
VA – R$197,75 para R$216,10, cerca de 9,28% VR – R$434,46 para R$449,09, cerca de 9,28%
Valor total – R$665,19, diferença de R$171,00 dos atuais R$836 que a Entidade Sindical pleiteia.
Manutenção da cláusula de acordo com a entidade sindical. A empresa discute uma solução de data. Na visão da empresa é coibir a utilização inadequada do vale-transporte subsidiado.
Para os que já estão contratados mantêm-se o benefício. Para os contratados após assinatura do ACT 2014, retira-se a gratificação e aplica-se o que determina a lei, ou seja, 1/3.
A proposta da empresa é de remunerar em 70% qualquer Hora Extra realizada na empresa.
A empresa ressaltou que a redução da HE poderá gerar uma economia de aproximadamente R$160 mil por ano